Fantasia

Sereios existem: Davi Moreira é um representante brasileiro da espécie

Jovem carioca de 22 anos adotou o sereismo como seu estilo de vida

JC Online
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Publicado em 28/03/2017 às 20:30
Facebook/Davi Sereio/Reprodução
FOTO: Facebook/Davi Sereio/Reprodução
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Não estranhe se você for passear pelas praias do Rio de Janeiro um dia e esbarrar com um sereio. Na verdade, "o" sereio. O jovem Davi Moreira tem 22 anos e foi considerado "o primeiro sereio do Brasil" nas redes sociais. Adepto do sereismo, o rapaz, estudante de Artes Cênicas, é de São Gonçalo, município da Região Metropolitana do Rio.

Aos poucos, ele vai ganhando fama na mídia nacional. Em entrevista ao portal da RedeTV!, ele tenta explicar o amor pelas caudas inspiradas nos famosos seres mitológicos e defender o estilo de vida: "É uma forma de arte, é amar o mar", definiu. Em breve, o sereismo também será abordado na próxima novela das nove da Globo, A Força do Querer, pela personagem de Isis Valverde.

Davi Sereio, como gosta de se identificar, também é youtuber. Ele se tornou um viral em março de 2016 e passou, então, a ser chamado fazer presença em baladas e festas na piscina. O vídeo Sereia encontrada nadando em praia do Rio de Janeiro, registrada por próprios amigos do moreno, já alcançou mais de um milhão de visualizações.

"Por causa dos meus vídeos as pessoas começaram a me chamar para animar festas como pool party. Eu ficava nadando com a Cauda. Em alguns shows eu cantava e animava com músicas pop, como da Inês Brasil e Mc Pepita", contou Davi à publicação. De acordo com o jornal O Dia, o estudante ganha até R$ 200 se apresentando com a cauda de sereia, chamando atenção nas praias do Arpoador e do Leblon.

Na entrevista ao portal da RedeTV!, ele revelou que a paixão por sereias e seu mundo mágico é antiga. E a proximidade com o mar ele herdou dos passeios ao lado do pai. "Meu pai era pescador por hobby. Foi ele quem me ensinou a nadar. Isso me aproximou do mar", confessou o sereio, completando: "Eu sempre quis ter uma cauda, era minha fantasia de criança porque eu era apaixonado pela Ariel. Foi a paixão pela Pequena Sereia da Disney, por esse mundo de conto de fadas, de fantasia, que me trouxe pro sereismo. Eu também comprei um livro da [escritora] Mirella Ferraz e conheci o trabalho dela, descobri que ela também fazia sereismo", relatou.

Facebook/Davi Sereio/Reprodução
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"Eu não quero ter gênero", diz Davi

 Praticar o sereismo, se lançando no mar com uma longa cauda pode ser perigoso e já foi motivo de preocupação e discórdia na família de Davi. "Quando eu vou para o mar eu sempre peço proteção a Deus. Nadar com uma cauda em alto mar é perigoso. Minha mãe todos os dias ora, ela fica com o coração apertado", contou ele ao site da RedeTV!.

De origem cristã, o jovem confessou também que os pais foram aceitando o estilo de vida dele ao longo dos anos. Além disso, a vontade de se vestir como uma sereia gerou questionamentos sobre sua identificação de gênero. "Minha mãe achava que eu queria ser mulher, que eu queria mudar meu gênero, mas não é isso. O sereismo é um estilo de vida, é um sentimento. É você respeitar a natureza, amar o mar e se sentir bem no mar. Eu estou no meio termo [entre tritão e sereia]. Eu não quero ter gênero, não quero que seja algo sexual. Sereia é uma forma de arte. Eu quero apenas que as pessoas entendam que a minha forma de amar o mar é diferente", explicou Davi.

Fugindo da estereótipo que caracteriza o ser mitológico como feminino e de longas madeixas, o Sereio descontrói o padrão e garante que não se abala com apontamentos negativos e preconceito. "Eu excluo comentários ruins. Finjo que não os vejo, que não os escuto. As pessoas riem, acham engraçadinho, algo meio tosco. Mas eu não ligo para isso. Por que um surfista pode levar uma prancha, pessoas podem levar barcos e um colchão d'água para a praia e eu não posso levar uma cauda de sereia?" , disparou.

Apaixonado pela princesa dos mares da Disney, Davi, já produziu uma refilmagem de Ariel na qual defendeu orgulhoso a bandeira da aceitação pessoal. "A gente não precisa mudar como a Ariel mudou para ter pernas. A gente não precisa mudar para ter quem a gente ama", concluiu.

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