Conjuntura

Ações despencam pelo mundo

A quinta-feira foi marcada por queda das Bolsas em todos mercados

Carla Seixas
Carla Seixas
Publicado em 04/08/2011 às 21:38
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SÃO PAULO - Ninguém quer ser o último a apagar a luz. Foi por essa razão que a Bovespa caiu numa velocidade assustadora no pregão desta quinta-feira, perdendo o nível de 56 mil pontos já na abertura, os 55 mil pontos, dez minutos depois e, até a hora do almoço, já operava nos 52 mil pontos. A queda no pior momento da sessão ultrapassou 6% e, embora o Ibovespa tenha se recuperado um pouco depois disso, não teve um fechamento lá muito melhor. Nos EUA, os mercados acionário desabaram mais de 4%, e na Europa, entre 3% e 5%. Mas o movimento não se limitou ao Brasil, com as Bolsas do mundo todo despencando.


A Bolsa doméstica teve hoje queda de 5,72%, a maior desde 21 de novembro de 2008 (-6,45%), retrocedendo ao nível de 52.811,36 pontos, menor patamar desde 17 de julho de 2009 (52.072,49 pontos). Com o resultado desta quinta-feira, a Bolsa recuou em todos os pregões de agosto e já acumula perdas de 10,22% no mês. Em 2011, a baixa atinge 23,80%. Por causa do movimento frenético de fuga do risco, o volume financeiro foi bastante forte e totalizou R$ 9,645 bilhões.

O tombo decorreu de um movimento de stop loss (limite de perdas que os investidores aceitam), já visto na véspera, patrocinado pela piora do humor no mercado externo. Uma das causas foram declarações do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, que anunciou a reintrodução dos leilões de liquidez ilimitada com vencimento em seis meses.

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