CRISE

Mantega antecipa retorno ao Brasil

Ministro descartou medidas urgentes contra a crise, mas disse que precisa estar presente no País caso haja volatilidade nos mercados internacionais

Jacques Waller
Jacques Waller
Publicado em 24/09/2011 às 16:54
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que seu retorno antecipado a Brasília não tem qualquer relação com a possibilidade de o governo anunciar medidas para fazer frente à crise internacional. "O Brasil, neste momento, não precisa tomar medidas além daquelas que já estamos tomando", afirmou. "Nós precisamos estar lá, porque se houver alguma volatilidade maior em algum mercado, temos que tomar decisões. Mas a situação no Brasil está calma", disse o ministro, após reunião do Comitê Monetário e Financeiro (IMFC), na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington. Ele deveria retornar apenas amanhã para o Brasil, mas mudou a agenda e irá embarcar ainda hoje.

O ministro lembrou que o governo já faz consolidação fiscal e que o Banco Central reduziu a taxa de juros em função da crise internacional. Segundo Mantega, o governo só tomará medidas se a crise externa se agravar.

"Até agora nós não fomos atingidos por nenhuma consequência maior da crise, além da flutuação cambial grande dos últimos dias. "Mas a flutuação cambial já foi acomodada e (a moeda) foi para um patamar mais tranquilo", avaliou. Após disparar ao longo da semana, o dólar no balcão fechou ontem em queda de 3,56%, a R$ 1,8420.

Na sexta-feira, Mantega havia dito que não há nenhuma decisão tomada para reverter a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1% sobre operações com contratos de derivativos cambiais realizados no País. "Não se trata de voltar atrás ou ir à frente, porque nós estabelecemos medidas regulatórias, que são feitas justamente para isso: colocar e tirar. Estamos sempre olhando todas as possibilidades, mas não há nenhuma decisão tomada nesse sentido (de tirar)".

Na segunda-feira pela manhã, o ministro se encontra com a presidente Dilma Rousseff e lideres da base governista no Congresso para reunião de Coordenação Política.

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