IBGE

Resultado do comércio reflete desaceleração da economia brasileira

A avaliação é do pesquisador Reinaldo Pereira, do IBGE

Aline Souza
Aline Souza
Publicado em 13/12/2011 às 11:41
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RIO DE JANEIRO – A estagnação do volume de vendas do comércio varejista brasileiro em outubro deste ano, na comparação com setembro, reflete a atual situação de desaceleração da economia brasileira. A avaliação é do pesquisador Reinaldo Pereira, da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Não tivemos crescimento no comércio, o que está de acordo com o que estamos vivendo, que é esta desaceleração do crescimento da economia. Nós tivemos seis atividades [de comércio varejista] das dez que pesquisamos com sinal negativo [queda] e apenas quatro com sinal positivo [alta].”

Entre as dez atividades do comércio varejista ampliado, as únicas que apresentaram aumento no volume de vendas foram os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (3,6%), combustíveis e lubrificantes (0,6%), móveis e eletrodomésticos (1,1%) e livros, jornais, revistas e papelaria (2,7%).

De acordo com o pesquisador, a alta de 1,1% na venda de móveis e eletrodomésticos foi uma das principais âncoras que impediram a queda do volume do comércio em outubro. “Por trás desse crescimento, temos aumento da renda e a estabilidade do emprego.”

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