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FMI continua "cautelosamente otimista" com o Brasil

Fundo avalia também que o Brasil está entre os países exportadores para a China menos afetados por uma desaceleração de investimentos no país asiático

Da Agência Estado
Da Agência Estado
Publicado em 27/09/2012 às 13:05
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) mantém sua avaliação "cautelosamente otimista" sobre a desaceleração de mercados emergentes, em especial em relação ao Brasil, motivada em grande parte pela crise internacional que leva alguns países da Europa à recessão. "Acredito que esse é um processo de pouso suave destes países (em desenvolvimento) e não se trata de pouso forçado", destacou Abdul Abiad, subchefe da divisão de Estudos da Economia Mundial do Departamento de Pesquisas do FMI. Nesta quinta-feira (27), o Banco Central informou que reduziu sua previsão do crescimento do PIB para este ano de 2,5% para 1,6%.

"Esses países (em desenvolvimento), inclusive o Brasil, normalmente têm espaço para adotar políticas quando o crescimento da economia não está num patamar satisfatório", acrescentou Abiad. Ele fez os comentários ao participar de entrevista coletiva em Washington para a apresentação dos capítulos analíticos do Panorama da Economia Mundial, que será divulgado pelo FMI no dia 9 de outubro.

O fundo avalia também que o Brasil está entre os países exportadores para a China menos afetados por uma desaceleração de investimentos no país asiático. Segundo o texto, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuaria cerca de 0,1 ponto porcentual caso a expansão da formação bruta de capital fixo (FBCF) chinesa caísse 1 ponto porcentual. "Grandes exportadores de commodities com as economias mais diversificadas, como Brasil e Indonésia, registrariam declínios menores de seu crescimento."

De acordo com o documento, entre os países exportadores de commodities, o impacto maior seria registrado naqueles especializados na venda de minérios, com estruturas econômicas menos diversificadas e alta concentração de embarque de mercadorias básicas para a China. Segundo o FMI, o Chile registraria um impacto relativo quatro vezes maior do que o do Brasil, pois seu PIB diminuiria 0,4 ponto porcentual caso ocorresse a desaceleração de 1 ponto porcentual dos investimentos do país oriental.

Mas, segundo o FMI, os países exportadores que sentiriam maior impacto negativo da desaceleração de investimentos da China seriam vizinhos asiáticos que são fornecedores de peças e equipamentos para diversos segmentos industriais chineses.

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