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Preço de smartphone pode cair 25% até o Natal

Previsão é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e leva em conta as desonerações do PIS/Cofins (9,25%) e do IPI (15%), que devem ser repassadas ao consumidor

Do JC Online
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Publicado em 27/09/2012 às 1:57
Flora Pimentel/JC Imagem
Previsão é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e leva em conta as desonerações do PIS/Cofins (9,25%) e do IPI (15%), que devem ser repassadas ao consumidor - FOTO: Flora Pimentel/JC Imagem
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O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje que a isenção fiscal para as fabricantes nacionais de smartphones, cujo decreto de regulamentação deve ser aprovado em outubro, vai chegar aos consumidores finais ainda neste ano.
A redução de preço para os compradores poderá chegar a 25%, segundo Bernardo, uma vez que a desoneração inclui isenção de PIS/Cofins (de 9,25%) e de IPI (de 15%). “Só não será repassada se as empresas quiserem aumentar sua margem de lucro. A isenção será de 10% para o varejo – sobre o qual incide o PIS/Cofins e deve ser totalmente repassada ao cliente final”, disse. Modelos mais simples podem custar R$ 200.

O ministro descartou a possibilidade de atrasos na implantação da tecnologia de quarta geração (4G) por problemas de infraestrutura. Ele disse que a regulamentação que definirá o compartilhamento de infraestrutura de rede entre operadoras deverá ser votada ainda em 2012 pelo Senado, mas a aprovação na Câmara dos Deputados ficará para 2013, previu o ministro após participar de um evento na fábrica da companhia de telecomunicações Ericsson, em São José dos Campos (SP).
A fabricante sueca Ericsson anunciou na ocasião a produção da milésima estação radiobase em sua fábrica em São José dos Campos (SP).

A empresa é uma das primeiras a fabricar os equipamentos preparados para 4G, que começa a funcionar em algumas cidades na Copa do Mundo de 2014.
A Ericsson tem contrato com a operadora Claro para o fornecimento dos produtos voltados à infraestrutura da tecnologia 4G. A operadora já adquiriu 300 das 1.000 unidades produzidas pela Ericsson no interior paulista.

Em agosto, a Claro iniciou um projeto piloto para teste da tecnologia em três cidades: Búzios (RJ), Paraty (RJ) e Campos do Jordão (SP). Segundo o presidente da Ericsson para América Latina e Caribe, Sérgio Quiroga, com o avanço da implantação das redes 4G pelas operadoras, a fábrica deve ampliar a capacidade produtiva em 10% ao ano.
Atualmente, são 40 mil estações radiobase para as tecnologias 3G e 4G. “Já multiplicamos por dez nossa produção nos últimos 41 anos, mas devemos ampliar mais nos próximos, com a demanda por telecomunicações”, diz Quiroga.

Só com o Mundial de 2014 o tráfego de dados vai ser 15 vezes maior que o da Copa passada. A Ericsson exporta metade de sua produção brasileira para os EUA e países da América Latina e África.

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, outras fabricantes estão se preparando para produzir os equipamentos para a infraestrutura 4G no País.

No mês passado, a Nokia Siemens anunciou que irá começar a produzir no Brasil, a partir de outubro, equipamentos para 4G em parceria com a Flextronics.

No leilão das faixas de frequências 4G, realizado em junho, o governo exigiu que os bens, produtos e equipamentos que irão constituir a infraestrutura de internet tenham 60% de conteúdo nacional, com 10% da tecnologia desenvolvida no País.

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