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Abeiva: regime automotivo ficou 'muito aquém' de pleito

Importadoras poderão trazer uma cota anual de veículos com uma alíquota 30 pontos porcentuais menor de IPI do volume total correspondente à média do que importaram nos três últimos anos

Allan Nascimento
Allan Nascimento
Publicado em 04/10/2012 às 22:17
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O diretor financeiro da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), Ricardo Strunz, afirmou nesta quinta-feira (4) que a regulamentação do novo regime automotivo brasileiro, anunciada hoje pelo governo federal, ficou "muito aquém" do pleito solicitado pela entidade, durante as negociações ocorridas nos últimos meses.

Pelas novas regras, as importadoras poderão trazer uma cota anual de veículos, a partir de 2013, com uma alíquota 30 pontos porcentuais menor de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do volume total correspondente à média do que importaram nos três últimos anos. No entanto, essa cota é limitada ao máximo de 4.800 veículos em 2013.

Esse volume corresponde, por exemplo, à média mensal da Kia Motors, que é a maior importadora de veículos do País. Com isso, a montadora coreana terá de produzir os carros no Brasil caso não queira se sujeitar à sobretaxa de 30 pontos porcentuais de IPI para cerca de 90% dos seus veículos importados, a partir de 2013. Até agora, a Kia não anunciou planos de instalar uma unidade fabril no Brasil.

Outros duas associadas à Abeiva, a Jac Motors e a Chery, ratificaram nesta quinta os investimentos na construção de fábricas de veículos e serão beneficiadas pelo regime automotivo quando iniciarem a produção. Ainda de acordo com Strunz, apesar da posição crítica da entidade ao regime de cotas, cada associada à Abeiva irá tomar decisões específicas de como vai se adequar ao novo regime automotivo brasileiro.

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