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Cerveja Proibida ainda não passou de marketing

No mercado há um ano e meio, marca está com problemas para conseguir avançar

Rafael Carvalheira
Rafael Carvalheira
Publicado em 16/10/2012 às 9:06
Foto: JC Imagem
No mercado há um ano e meio, marca está com problemas para conseguir avançar - Foto: JC Imagem
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A cerveja Proibida, que teve uma badalada campanha publicitária de estreia, há um ano e meio, está com problemas para conseguir avançar no mercado cervejeiro. Depois de fazer um viral de marketing que explodiu no Brasil inteiro, com as checas que pregaram uma “pegadinha” no programa Pânico na TV!, a fabricante Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP), sediada no Recife e com fábrica em Pindoretama, Ceará, não conseguiu avançar na entrega do produto e até na fabricação da bebida.

A tal “pegadinha” no programa de TV foi resultado de uma estratégia que nasceu na internet. Duas beldades supostamente checas, sempre em microbiquínis e roupas curtíssimas, criaram blog, conta no Facebook e no Twitter anunciando que eram estrangeiras interessadas em passar as férias no Brasil. Elas pediam dicas e receberam convites até de hospedagem, de internautas mais empolgados.

O Pânico na TV! soube da história e criou um quadro, “As tchecas do Brasil”. Depois veio a surpresa: a dupla, na verdade, era formada por uma inglesa (Dominika, morena) e por uma loira (Michaela, eslovaca), ambas a serviço de uma nova cerveja no mercado, a Proibida. O problema é que o programa era patrocinado pela Skol.

De lá para cá, porém, a Proibida só encontrou dificuldades no mercado, a tal ponto de a história ganhar destaque na edição desta semana da Revista Exame, intitulada “A cerveja Proibida ficou só nas tchecas”.
Passados 18 meses desde o episódio com o Pânico, a cerveja não conseguiu chegar a 1% de mercado no Nordeste. Com problemas de fabricação e distribuição, cancelou a entrada no Sudeste e até começou um enxugamento de custos.

A empresa investiu R$ 60 milhões na unidade no Ceará (que ainda não está pronta) e anunciava que teria uma fábrica em Pernambuco. Por enquanto, ela apenas adiciona água e gás carbônico a um concentrado de cerveja que compra de pequenas fábricas e depois envasa o produto, segundo a Exame.

A CBBP foi procurada por vários números de telefone, em seu escritório e celulares, para comentar o assunto. Mas nenhum porta-voz foi localizado. Até o contato para a imprensa indicado no site da companhia está desatualizado: a prestadora de serviço não trabalha mais para a cervejaria.

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