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ANP destaca potencial de gás natural em terra no Brasil

Diretora da agência afirmou que o gás não associado a petróleo no Brasil deve estar principalmente em terra

Vanessa Araújo
Vanessa Araújo
Publicado em 26/08/2013 às 20:11
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A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, afirmou que o gás não associado a petróleo no Brasil deve estar principalmente em terra. "O potencial do gás natural em terra é muito grande no Brasil, está em toda parte", disse nesta segunda-feira, 26, em evento da Câmara de Comércio Americana, no Rio.

No caso do gás não convencional de folhelho (shale gas), Magda disse que, apesar de não haver confirmação do tamanho das reservas, o potencial é grande e a fonte precisa ser explorada. "Não é possível deixar o não convencional de lado."

A ANP calcula, num exercício hipotético, que o potencial de gás não convencional em cinco bacias geológicas brasileiras poderia passar de 500 trilhões de pés cúbicos (TCFs), o que seria mais do que o pré-sal brasileiro. "É apenas um exercício, uma provocação", esclareceu Magda.

O cálculo é feito com base no tamanho das bacias, usando como referência a produtividade da área de shale Barnett, uma região de shale gas de referência nos Estados Unidos.

Magda disse que, provavelmente, as bacias brasileiras não alcançarão a mesma produtividade. Porém, se obtivessem, a Bacia do Parnaíba teria 64 TCFs, Parecis 124 TCFs, Recôncavo 20 TCFs, São Francisco 80 TCFs e Paraná 226 TCFs.

A ANP destaca que a estimativa do Paraná foi feita por uma agência norte-americana e não é endossada pelo regulador brasileiro por falta de estudos.

A diretora-geral disse que o Ibama participará do licenciamento de poços para gás não convencional e estabelecerá requisitos específicos para este fim. Ela lembra que há Estados com larga experiência com licenciamentos, como a Bahia, e outros que estão sendo apresentados agora ao setor de óleo e gás, como Mato Grosso. "O Ibama vai ser um ator chave no licenciamento não convencional."

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