fluxo cambial

Saída de dólar supera entrada em US$ 6,2 bilhões em outubro

Desde o início do ano, o fluxo só foi positivo nos meses de março (US$ 391 milhões), abril (US$ 3,515 bilhões) e maio (US$ 10,755 bilhões)

Ulysses Gadêlha
Ulysses Gadêlha
Publicado em 06/11/2013 às 13:49
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O fluxo cambial ficou negativo em US$ 6,2 bilhões em outubro. O volume é o maior desde dezembro do ano passado, quando ficou no vermelho em US$ 6,755 bilhões. Este foi o quinto mês consecutivo em que as saídas superam as entradas de recursos no País, conforme informou o Banco Central (BC).

Desde o início do ano, o fluxo só foi positivo nos meses de março (US$ 391 milhões), abril (US$ 3,515 bilhões) e maio (US$ 10,755 bilhões). Em todos os outros, a conta fechou no vermelho, com a maior saída verificada em agosto (US$ 5,850 bilhões) e a menor, em fevereiro (US$ 105 milhões). 

As operações financeiras responderam pela maior quantidade de saída líquida no em outubro, de US$ 5,137 bilhões, diferença entre ingressos de US$ 33,714 bilhões e retiradas de US$ 38,850 bilhões. No comércio exterior, o saldo foi negativo em US$ 1,063 bilhão no período, com importações de US$ 20,378 bilhões e exportações de US$ 19,314 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 2,727 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 4,965 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 11 622 bilhões de outras entradas.

ACUMULADO - Em 2013, até o dia 1º de novembro, o fluxo cambial está negativo em US$ 5,361 bilhões. Nos oito primeiros meses do ano, o saldo ficou positivo em US$ 2,238 bilhões, mas houve uma reversão da tendência em setembro, que acabou sendo acentuada no mês passado. O saldo acumulado de janeiro a 1º de novembro é resultado de um total positivo de US$ 9,104 bilhões no segmento comercial e negativo em US$ 14,465 bilhões na área financeira. No mesmo período de 2012, o fluxo total estava positivo em US$ 18,277 bilhões. 

Os representantes do BC têm minimizado a reversão dos números para o terreno negativo. Eles asseguram que não há fuga de capitais do País mesmo com a maior parte das retiradas sendo da área financeira. No encerramento do ano passado, o saldo ficou positivo em US$ 16,7 bilhões. Em 2011, a quantia de US$ 65,3 bilhões tinha sido a melhor desde 2007 e, em 2010, o resultado havia sido de US$ 24,3 bilhões. Em 2009, o saldo voltou a ser positivo (US$ 28,7 bilhões), depois de registrar saídas de US$ 938 milhões em 2008.

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