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Indústria da construção fecha 2013 com queda, diz CNI

Em dezembro, tanto o indicador de evolução do nível de atividade quanto o de atividade efetivo em relação ao usual ficaram abaixo de 50 pontos, ambos 44,5 pontos

Da AE
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Publicado em 29/01/2014 às 13:34
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A indústria da construção encerrou o ano de 2013 com queda na atividade, aponta a Sondagem Indústria da Construção divulgada nesta quarta-feira (29) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em dezembro, tanto o indicador de evolução do nível de atividade quanto o de atividade efetivo em relação ao usual ficaram abaixo de 50 pontos, ambos 44,5 pontos, o que mostra desaquecimento. O índice do número de empregados no setor foi de 45,2 pontos, também abaixo da linha dos 50 pontos.

A Utilização da Capacidade de Operação (UCO), que mede o porcentual utilizado no mês do volume de recursos, mão de obra e maquinário, reforça o cenário de retração. O indicador recuou de 70% em novembro para 69% em dezembro. Foi a segunda queda consecutiva do indicador, destaca a CNI. De acordo com a pesquisa, a indústria da construção teve em 2013 o pior desempenho desde 2010. "O indicador de evolução do nível de atividade efetivo em relação ao usual situou-se abaixo dos 50 pontos durante todo o ano", diz a Sondagem. A média do indicador no ano passado foi de 44,7 pontos.

O levantamento ainda mostra que, em relação às questões financeiras, a avaliação do quarto trimestre pelo empresário da construção também não é positiva. Os entrevistados mantêm-se insatisfeitos com a margem de lucro operacional e o acesso ao crédito foi avaliado como difícil.

Essa dificuldade de acesso ao crédito é apontada pelo economista da CNI Danilo Garcia como um dos fatores que explicam o fraco desempenho do setor em 2013. O indicador de acesso ao crédito fechou o quarto trimestre do ano em 41,9 pontos. O indicador médio do ano foi de 43,2 pontos, menor do que os 47,6 pontos de 2012 e os 50,4 pontos de 2010.

Segundo o estudo, os principais problemas enfrentados pela indústria da construção no quarto trimestre são a elevada carga tributária (48,2% das respostas), falta de trabalhador qualificado (44,5% das respostas) e alto custo da mão de obra (25% das assinalações).

Apesar de um 2013 difícil, a perspectiva apontada em janeiro pelos empresários para os próximos seis meses de 2014 é de melhora no cenário. Os quatro indicadores de expectativa (nível de atividade, novos empreendimentos e serviços, compra de insumos e matérias primas e número de empregados) estão acima da linha divisória dos 50 pontos e mostram crescimento em comparação ao mês anterior, indicando maior otimismo. O otimismo porém, ainda é inferior ao observado em janeiro do ano passado, destaca a Confederação.

A Sondagem Indústria da Construção é realizada em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A edição de dezembro de 2013 ouviu 463 empresas entre 6 e 16 de janeiro deste ano.

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