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Queda da inadimplência deve ser mais moderada, diz Maciel

Em dezembro de 2013, a taxa geral de inadimplência, que inclui crédito livre e direcionado, atingiu 3%, menor porcentual da série iniciada em março de 2011

Da AE
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Publicado em 29/01/2014 às 14:50
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O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel afirmou nesta quarta-feira (29) que a taxa de inadimplência deve ter uma queda mais moderada em 2014 em relação ao verificado em 2013. "Essa tendência de redução de inadimplência tende a se manter, mas de forma mais moderada, tendo em vista que ela atingiu o seu piso", afirmou. 

Em dezembro de 2013, a taxa geral de inadimplência, que inclui crédito livre e direcionado, atingiu 3%, menor porcentual da série iniciada em março de 2011. No fim de 2012, estava em 3,7%. Maciel atribui o movimento a fatores como educação financeira, aumento de renda e aprendizado por parte dos bancos em relação ao que aconteceu em anos recentes. 

"De lá para cá, a concessão para algumas modalidades, como veículos, ocorreu em ambiente de maior seletividade e maior cautela", afirmou. "A gente chega em 2013 com um quadro bem mais favorável, relativamente àquele de 2011 que trouxe maior preocupação." Maciel citou ainda que o indicador antecedente de inadimplência, os atrasos de 15 a 90 dias, mostram recuo mês a mês.

CRÉDITO IMOBILIÁRIO - Maciel, afirmou também que o crédito imobiliário ainda tem uma participação baixa no PIB no Brasil (8,2%) em relação a outros países, nos quais alcança cerca de 80%. O mesmo acontece em relação à participação do crédito total na economia brasileira (56,5%), que está abaixo dos mais de 100% vistos em grandes economias desenvolvidas. Afirmou ainda que não divulgará nesta quarta dados parciais de crédito para o mês de janeiro, porque a amostragem é composta por um número muito restrito de dias úteis. 

O técnico citou dados sobre concessões do BNDES, que registram concentração sazonal em dezembro. No último mês do ano passado, cresceram 74% em relação a novembro. Em 2012, também na comparação entre novembro e dezembro, o aumento foi de 140%. Ele afirmou também que a variação no saldo, que mostrou aumento de 15,2% no crédito do banco estatal para as empresas em 2013, foi afetado também pelo câmbio, embora o BC não tenha a abertura desse dado.

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