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CNI: continua baixa confiança de empresários na economia

O estudo revela que este foi o 13º mês de confiança abaixo da média história de 58,1 pontos, segundo a CNI

Da AE
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Publicado em 21/03/2014 às 15:20
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Os empresários encerraram o terceiro trimestre do ano com baixa confiança na economia e na atividade produtiva, conforme mostrou o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) de março. O indicador apresentado nesta sexta-feira (21) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) se manteve estável em 52,5 pontos em março, próximo aos 52,4 pontos registrados em fevereiro. Em janeiro, o índice havia registrado 53,1 pontos.

O Icei varia de zero a cem pontos. Índice acima de 50 pontos sinaliza que o empresariado está confiante. Se pontuar abaixo de 50 há sinais de desânimo. O levantamento mostra a expectativa dos empresários sobre o momento atual e para os próximos seis meses tanto para a economia quanto para as atividades das empresas.

O estudo revela que este foi o 13º mês de confiança abaixo da média história de 58,1 pontos, segundo a CNI. Apesar disso, as grandes empresas se mostraram mais otimistas, elevando seu índice em 0,9 ponto porcentual. As grandes registraram 53,3 pontos no Icei de março, contra 52,4 em fevereiro. 

"Esse resultado gera expectativa positiva para a evolução futura do índice, uma vez que as grandes empresas tendem a antecipar o comportamento da indústria como um todo", disse em nota a CNI. As médias empresas se mostraram mais pessimistas, recuando de 52 pontos em fevereiro para 51,7 em março. As pequenas também registraram viés negativo, passando de 52,9 para 51,9 pontos na comparação entre os períodos.

O Sudeste se manteve como a região mais pessimista. Os empresários da região indicaram 49,7 pontos. A confiança do Sudeste, contudo, melhorou em relação a fevereiro, quando o índice esteve em 48,9 pontos. O Nordeste registrou 56,3 pontos. Em seguida está o Norte (54,9), depois Centro-Oeste (54,1) e Sul (50,5).

Entre os 28 setores da indústria de transformação consultados, dez demonstram falta de confiança, com índices abaixo de 50 pontos. Os destaques foram os segmentos de máquinas e materiais elétricos (47,2 pontos); calçados e suas partes (48,1 pontos); informática, eletrônicos e óticos (48,2 pontos). Já a indústria automotiva apresentou mais confiança, passando de 46,5 pontos em fevereiro para 49,3 em março - alta de 2,8 pontos percentuais.

A CNI ouviu 2.610 empresas, sendo 981 de pequeno porte, 1004 médias e 625 grandes. A pesquisa foi realizada entre 6 e 18 de março.

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