Empréstimo

Mantega cobra maior poder a emergentes do FMI

O ministro destaca ainda o que foi acertado na reunião de abril do FMI: se a reforma não for aprovada até o final deste ano no Congresso, opções alternativas seriam estudadas para os próximos passos da reforma

Carolina Sá Leitão
Carolina Sá Leitão
Publicado em 10/10/2014 às 20:15
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O ministro destaca ainda o que foi acertado na reunião de abril do FMI: se a reforma não for aprovada até o final deste ano no Congresso, opções alternativas seriam estudadas para os próximos passos da reforma - FOTO: Foto: ABr
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que assina uma declaração que o Brasil apresenta na reunião deste sábado (11) do Comitê Monetário Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês), órgão que dá as diretrizes políticas para o Fundo Monetário Internacional (FMI), cobrou avanço na reforma do FMI que vai dar mais poder de voto aos países emergentes e aumentar a capacidade de empréstimo da instituição. A paralisação das mudanças compromete a legitimidade e a eficiência da instituição, destaca o texto.

Mantega fala na declaração que a reforma, acordada em 2010, emperrou no Congresso dos Estados Unidos. O ministro destaca ainda o que foi acertado na reunião de abril do FMI: se a reforma não for aprovada até o final deste ano no Congresso, opções alternativas seriam estudadas para os próximos passos da reforma. Mantega diz que "confia completamente nas declarações da diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e espera que estes estudos já estejam sendo feitos". "O realinhamento das cotas é a peça central da reforma do FMI", diz a declaração.

Nesta sexta-feira (10) o ministro das Finanças da Austrália e presidente do G-20, Joe Hockey, também destacou em uma entrevista à imprensa que o Congresso dos EUA está dificultando "muito a reforma do FMI". Para o dirigente, a reforma daria mais "voz na mesa" para todos, mas fatores domésticos dos EUA, como a questão orçamentária, têm impedido a aprovação por deputados e senadores norte-americanos.

Já Lagarde falou ontem que a reforma do FMI é uma "necessidade absoluta", mas está atrasada. "Nós esperamos muito que os diferentes poderes dos EUA compreendam a relevância de ter um FMI que seja representativo da economia global e inclua aqueles que devem ter assento à mesa."

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