TRIBUTAÇÃO

Empresas devem agendar e analisar adesão ao novo Supersimples

Agendamento, que facilita o atendimento, será até teça (20/12)

Emídia Felipe
Emídia Felipe
Publicado em 23/12/2014 às 14:39
Leitura:

Encerra-se na próxima terça-feira (30) o prazo de agendamento para adesão ao Supersimples, procedimento que facilita o atendimento por parte da Receita Federal. As empresas que perderem a data podem aderir ao sistema tributário até o fim de janeiro. Especialistas recomendam que micro e pequenos empresários que estão fora do regime apressem a análise para saber se é ou não vantajoso fazer parte dele.

Integrante da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, o Supersimples foi alterado recentemente e as novas regras entram em vigor a partir do próximo dia 1º. As 81 mudanças permitiram que cerca de 450 mil empresas passassem a ser beneficiadas pela redução de custos e de burocracia, gerando uma economia de até 40% na carga tributária. São oito impostos – municipais, estaduais e federais – unificados em um boleto.

O projeto também visa mudar as regras de substituição tributária, isentando algumas atividades da cobrança antecipada do ICMS. Entre as beneficiadas, estão empresas de vestuário, confecções, móveis, couro e calçados e materiais de construção. Podem aderir empresas que faturem até R$ 3,6 milhões anuais, de diversos segmentos. As alterações incluíram 142 atividades no sistema, entre eles profissionais como médicos, advogados, jornalistas e outras atividades do setor de serviços.

CEO da Sevilha Contabilidade e autor do livro Assim Nasce uma Empresa, Vicente Sevilha Júnior diz que a os empreendedores devem procurar o auxílio de um profissional da área contábil para reunir as informações financeiras de 2013. É preciso fazer simulações para avaliar se a empresa deve permanecer no regime atual ou migrar para o Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. “Cada um tem vantagens e desvantagens, de acordo com o faturamento e o tipo de cada negócio”, alerta o especialista.

Análises da Confirp Consultoria Contábil mostram que, em média, apenas para 20% das empresas é positiva a opção pelo Simples. “Para as demais, essa opção representará em aumento da carga tributária, apesar da simplificação dos trabalhos”, explica a consultora tributária da Confirp, Monica Maria dos Santos. “A regulamentação do governo estabeleceu alíquotas muito altas para a maioria das empresas de serviços, sendo que foi criada uma nova faixa de tributação, na qual a carga a ser recolhida tem início em 16,93% do faturamento, indo até 22,45%. Com esses percentuais assustadores, a adesão pode levar ao aumento da carga tributária”, alerta Monica.

O Sebrae mantém um site com todas as novas regras e orientações para empreendedores.

Newsletters

Ver todas

Fique por dentro de tudo que acontece. Assine grátis as nossas Newsletters.

Últimas notícias