PASSAGENS

Custo de voar no Brasil subiu 30%, diz TAM

A conta considera as pressões inflacionárias, os custos com impostos e taxas e a correção das despesas em dólar, que respondem por cerca de 60% dos custos do setor

Amanda Azevedo
Amanda Azevedo
Publicado em 17/12/2015 às 11:27
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A conta considera as pressões inflacionárias, os custos com impostos e taxas e a correção das despesas em dólar, que respondem por cerca de 60% dos custos do setor - Foto: AFP
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O custo de voar no Brasil subiu 30% em um ano e meio, de acordo com a presidente da TAM, Claudia Sender. A conta considera as pressões inflacionárias, os custos com impostos e taxas e a correção das despesas em dólar, que respondem por cerca de 60% dos custos do setor. Segundo ela, o setor aéreo precisa de uma desoneração de custos ou as empresas terão de promover um reajuste médio de preços dessa ordem para retomar a rentabilidade. 

Claudia explica, no entanto, que nem todas as passagens devem subir, já que o sistema de definição de preços prevê a oferta de tarifas promocionais para quem comprar passagens com antecedência e outras mais caras para compras de última hora. "Neste ano, o reajuste de preços não foi possível. O cenário de 2015 é de excesso de capacidade e demanda deprimida. Vai ser difícil fechar as contas."

A alternativa das empresas têm sido cortar voos e reduzir sua frota. "A TAM tirou 9,7% da oferta nos voos nacionais em novembro, bem mais do que a média do mercado (de 3,92%). Foi uma decisão acertada", afirmou Claudia. Ela lembra que a demanda por voos caiu 7,93% em novembro, citando dados divulgados anteontem pela Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear). "Como cortamos mais oferta, tínhamos menos espaço disponível no avião para ter de vender a preços excessivamente baixos", afirmou.

A recuperação dos preços depende da retomada da demanda por passagens, especialmente dos clientes corporativos, público que paga mais para voar. O passageiro de negócios respondia há um ano por cerca de 60% das receitas das empresas. Segundo Claudia, hoje esse volume é menos da metade do faturamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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