Custos

Indústrias reclamam a ministro sobre custo da energia

Entidades relatam a dificuldade de manter o nível de produção, emprego, investimentos e renda diante do cenário econômico

Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 17/12/2015 às 20:55
Foto: Agência Brasil
Entidades relatam a dificuldade de manter o nível de produção, emprego, investimentos e renda diante do cenário econômico - Foto: Agência Brasil
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Preocupadas com custo da energia para a indústria, representantes de associações de indústrias da área de alumínio, química, aço e vidro entregaram uma carta ao ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, nesta semana. As entidades relatam a dificuldade de manter o nível de produção, emprego, investimentos e renda diante do cenário econômico em setores que são altos consumidores de energia e cobram uma reunião com o ministro.

Um dos principais alvos de críticas das entidades é o aumento dos custos dos subsídios embutidos na tarifa de energia, cobertos pelo fundo setorial Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Na quarta-feira (16), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) colocou em audiência pública o orçamento do fundo, cujos gastos devem atingir R$ 18,4 bilhões, dos quais R$ 12,1 bilhões serão pagos via tarifa.

"Os recentes e significantes reajustes, bem acima da inflação e de outros indicadores macroeconômicos, são apenas o efeito mais visível dos obstáculos para os quais pedimos a intercessão de Vossa Excelência", dizem as entidades. "Após a mudança de regras e parâmetros construídos e consolidados ao longo de anos no sistema elétrico, o restante do setor produtivo tem sido impactado pela imprevisibilidade de cálculos, obrigações e custos. Temos registros de casos de empresas em que tais gestões resultaram em encargos correspondentes ao dobro do resultado de um ano inteiro."

Na carta, as associações cobram o acesso à energia competitiva para a indústria e a desoneração dos encargos setoriais que oneram a conta de luz. "Por fim, senhor Ministro, pedimos a marcação de uma reunião em que possamos apresentar nossa visão sobre uma possível recuperação da competitividade da oferta da energia para a produção nacional e sobre os impactos no desenvolvimento, investimentos, emprego e arrecadação no País."

Assinam a carta representantes da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Instituto Aço Brasil (IABR), Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) e Associação Brasileira dos Produtores de Ferroligas e de Silício Metálico (Abrafe).

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