INVESTIMENTOS

Aplicações no Tesouro bateram recorde em janeiro último

A baixa remuneração da poupança está fazendo pequenos investidores escolherem outras opções

Da Agência Brasil
Da Agência Brasil
Publicado em 17/02/2017 às 11:15
Foto: Rafael N/Fotos públicas
A baixa remuneração da poupança está fazendo pequenos investidores escolherem outras opções - FOTO: Foto: Rafael N/Fotos públicas
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As aplicações no Tesouro Direto chegaram ao recorde de R$ 2,47 bilhões em janeiro último, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional divulgados nesta sexta-feira (17/02). O número de operações de investimento (221.316) e de novos investidores ativos (21.632) também marcaram recordes no período. Isso ocorreu principalmente por causa da baixa remuneração da poupança.

O total de investidores ativos alcançou a marca de 423.431, o que representa crescimento de 70,9% nos últimos 12 meses. Os resgates totalizaram R$ 2,21 bilhões em janeiro, sendo R$ 1,49 bilhão relativos aos vencimentos de títulos e R$ 720 milhões às recompras.

Os títulos mais comprados pelos investidores foram os indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais -, cuja participação no volume total de investimentos atingiu 49,8%. Os títulos indexados à taxa Selic (Tesouro Selic) corresponderam a 25,7% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), a 24,5%.

Em relação ao prazo, 10,3% dos investimentos ocorreram em títulos com vencimento acima de 10 anos. As aplicações em títulos com prazo entre cinco e 10 anos representaram 36,8% e as com prazo entre um e cinco anos, 52,9% do total.

PEQUENOS INVESTIDORES

O valor médio por operação de investimento chegou a R$ 11.180,81. A maior parte dessas operações (71,3%) é relativa a aplicações de até R$ 5 mil, o que reforça a busca do Tesouro Direto por pequenos investidores.

O estoque do Tesouro Direto, por sua vez, alcançou o montante de R$ 41,7 bilhões, crescimento de 1,6% em relação ao mês anterior (R$ 41,1 bilhões) e de 55,9% sobre janeiro de 2016 (R$ 26,8 bilhões). Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 64,1%. Na sequência aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 20,6%, e os títulos prefixados, com 15,3%.

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