GREVE GERAL

Greve geral afeta comércio no centro do Recife

A maior parte dos estabelecimentos fechou as portas nesta sexta (28) e os que abriram, relatam prejuízos

Editoria de Economia
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Publicado em 28/04/2017 às 14:10
Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem
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A greve geral realizada nesta sexta-feira (28) está se refletindo no comércio. No centro do Recife, a maior parte dos lojistas decidiu fechar os estabelecimentos neste dia de paralisação. Os que optaram por abrir as portas, afirmam que o expediente trouxe apenas prejuízos e decidiram encerrar as atividades antes do meio-dia.

As ruas do comércio amanheceram vazias, cenário causado pela adesão ao movimento por parte da população e profissionais das empresas de transporte público. Em Pernambuco, pelo menos 40 categorias paralisaram as atividades nesta sexta. As centrais sindicais e trabalhadores de todo o Brasil esperam realizar a maior greve geral desde o final da década de 1980.

"Não vendemos absolutamente nada, só tivemos prejuízo. Arcamos com o transporte dos funcionários para que eles pudessem
vir trabalhar, gastamos para botar a loja para funcionar hoje e ainda ficamos aqui com medo, inseguros. Estamos fechando as portas, todos os outros lojistas que decidiram abrir também estão", afirmou o gerente Alexandre Oliveira.

Apesar desse cenário, a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL-Recife) não vê o dia de paralisação com tanto pessimismo.
Para a CDL, shoppings e lojas em bairros mais afastados poderão ter resultados positivos.

"O problema de uma loja na Conde da Boa Vista, por exemplo, não é o mesmo de uma localizada em Casa Amarela", declarou o diretor executivo da CDL-Recife, Fred Leal.

Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem
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Centrais sindicais

As centrais sindicais, que são contrárias as reformas, acreditam que as manifestações de hoje podem fazer o governo recuar. Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT) estão juntas agindo politicamente para evitar as mudanças. “Essa proposta é o caos. Teremos amanhã (hoje) a maior greve da história do Brasil. A reforma vai acontecer e, por isso, o que temos que fazer agora é batalhar para que ela seja mais civilizada”, disse o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), Paulinho.

 

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