Inadimplência

Inadimplência no ensino privado sobe e atinge 9% em 2016

Calotes no setor vinham em queda até 2014. Com diminuição de oferta do Fies e aumento do desemprego a inadimplência voltou a crescer

Estadão Conteúdo
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Publicado em 22/06/2017 às 19:45
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Calotes no setor vinham em queda até 2014. Com diminuição de oferta do Fies e aumento do desemprego a inadimplência voltou a crescer - FOTO: Foto: ABr
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A taxa de inadimplência no setor de ensino privado atingiu 9% no ano passado, alta de 0,2 ponto porcentual ante 2015, de acordo com pesquisa do Sindicato de Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp). Foi o segundo ano consecutivo de alta e a expectativa da entidade é de novo aumento em 2017, para 9,2%.

O indicador considera recebíveis em atraso há mais de 90 dias. Os calotes no setor vinham em trajetória de queda até 2014, quando atingiram seu menor nível histórico, de 7,8%. A partir do ano seguinte, a redução na oferta de financiamento estudantil pelo Fies e o aumento do desemprego passaram a afetar os indicadores.

Para o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, a baixa oferta de vagas de financiamento tende a continuar afetando o índice de inadimplência. A expectativa é de uma recuperação apenas a partir do segundo semestre de 2018.

Mais afetadas

O risco do aumento dos calotes é a piora no caixa, sobretudo de instituições privadas de pequeno porte e que têm pouco acesso a crédito. A inadimplência de curto prazo - de até 30 dias - chegou a 16,6% no último ano. Embora parte desses recebíveis sejam recuperados algum tempo depois, os pequenos atrasos atingem o capital de giro das companhias. "Muita instituição pequena recebe em dia uma parcela muito pequena das mensalidades e precisa de empréstimos para pagar os salários e quitar suas obrigações", conclui Capelato.

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