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'Há vantagens, prós e contras no dólar como está agora', avalia Bolsonaro

Nessa segunda-feira, o dólar fechou em nova máxima história, a R$ 4,2145, o maior valor do Plano Real

Estadão Conteúdo
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Publicado em 26/11/2019 às 10:07
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Nessa segunda-feira, o dólar fechou em nova máxima história, a R$ 4,2145, o maior valor do Plano Real - FOTO: Foto: Carolina Antunes/Presidência da República
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26) que há prós e contras na cotação atual do dólar. Nesta segunda-feira, 25, o dólar fechou a R$ 4,2145, o maior valor nominal do Plano Real. "Se você for analisar na ponta da linha tem vantagens, prós e contras no dólar a R$ 4,21 como está agora", disse Bolsonaro ao ser questionado sobre afirmação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O ministro declarou não estar preocupado com o dólar acima de R$ 4,20 e que vê o patamar da moeda como "normal". "Eu vi, ouvi, se ele falou, está falado. Eu espero que caia (patamar do dólar), torço, assim como torço que caia a taxa Selic, torço que aumente nossa credibilidade junto ao mundo. Agora, como eu disse, eu sou técnico de time de futebol, quem entra em campo em são os 22 ministros. Paulo Guedes está jogando na Economia. Se você for analisar, na ponta da linha tem vantagens, prós e contras no dólar a 4,21 como está agora", disse o presidente.

Nas alturas

O dólar abriu esta terça-feira, 26, pressionado e já havia subido até máxima em R$ 4,2585 (+1,04%) no mercado à vista pouco depois das 9h, novo recorde histórico, enquanto os juros futuros chegaram a subir mais de 10 pontos-base nos prazos médios e longos. Os ativos locais reagem à fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que não está preocupado com o dólar acima de R$ 4,20 e que "é bom se acostumar com o câmbio mais alto e juro mais baixo por um bom tempo".

O sinal do ministro reforça a percepção do mercado de que o Banco Central (BC) pode fazer o último corte de juros em dezembro.

O investidor está atento ao impacto do dólar na inflação. Na semana passada, o presidente do banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que se o patamar da moeda americana pressionar os preços, o BC poderá atuar via política monetária e não via câmbio.

A valorização do dólar ante o real é limitada de certa forma pelo desempenho quase lateral da moeda americana ante suas rivais no exterior, além dos sinais mistos próximos da estabilidade em relação a divisas emergentes ligadas a commodities, em meio a expectativas otimistas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Às 9h32 desta terça-feira, o dólar à vista desacelerava para R$ 4,2540 (+0,94%) e o dólar futuro de dezembro subia 0,59%, a R$ 4,2535, após renovar máxima em R$ 4,2595 (+0,73%).

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