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Número de desempregados sobe para 4,226 milhões na Espanha

A cifra havia alcançado um recorde histórico em março, de 4,33 milhões de desempregados, seu nível mais alto desde o início da crise econômica em 2008

Diogo Menezes
Diogo Menezes
Publicado em 04/10/2011 às 17:56
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MADRI - O número de desempregados na Espanha aumentou em setembro para 4,226 milhões, um incremento mensal de 2,32%, anunciou nesta terça-feira o Ministério do Trabalho, destacando o impacto negativo do final da temporada turística no balanço. A cifra havia alcançado um recorde histórico em março, de 4,33 milhões de desempregados, seu nível mais alto desde o início da crise econômica em 2008, mas também o mais elevado desde 1996, quando começou a série estatística difundida por esse  ministério.
   
Essa cifra foi logo rebaixada, mas subiu outra vez em agosto até os 4,13 milhões de desempregados. Em setembro a alta foi mantida e ao final do mês o país contava com 95.817 desempregados a mais que no final de agosto, uma
cifra que a secretária de Estado de Emprego, Mari Luz Rodríguez, classificou em um comunicado de "duro e negativo", já que "quase duplica o aumento do ano passado".
   
Na comparação anual, o número de desempregados aumentou 5,2%, para os 4.226.744 parados no final de setembro, ou 208.981 mais desempregados que no final de setembro de 2010.  O setor de serviços, muito ligado ao turismo na Espanha, apresentou a maior alta, com 74.590 novos desempregados, numa alta mensal de 3,09%, enquanto que na indústria se registrou alta de 0,79%, com 3.776 novos desempregados.
   
"Após alguns meses muito positivos para o setor turístico, o fim da temporada provocou um forte aumento no número de desempregados", disse Mari Luz Rodríguez. Já na agricultura, o desemprego diminuiu 0,97% em setembro com relação ao mês anterior e na construção houve queda de 0,03% no mesmo período.
   
Por regiões, Andalucía registrou a maior alta de desempregados (23.592), seguida pela Catalunha (16.282) e Madri (10.209), enquanto que o desemprego recuou em Castilla-La Mancha (-754), nas ilhas Canárias (-488) e em La Rioja (-451). "É verdade que este ano temos tido piores cifras (de emprego) que no ano passado, mas seguimos com os mesmos planos e esperamos que no final do ano possamos ver alguma recuperação", disse a ministra da Economia espanhola, Elena Salgado, de Luxemburgo, citada pelos meios espanhois.
   
A batalha pelo emprego centra grande parte da campanha das eleições legislativas de 20 de novembro, enquanto que a Espanha segue com a maior taxa de desemprego dos países desenvolvidos, o que contribui para que os socialistas no poder estejam atrás da direita nas sondagens eleitorais. No segundo trimestre, a taxa de desemprego espanhola se situou em 20,89% frente ao 21,29% dos primeiros três meses, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), que possui um diferente método de cálculo.

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