argentina

Itaú Unibanco fica com 3,6% da expropriada YPF

Companhia expropriada em maio era a subsidiária da espanhola Repsol

Allan Nascimento
Allan Nascimento
Publicado em 19/06/2012 às 22:59
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O banco Itaú Unibanco ficou com 3,609% das ações da recentemente expropriada empresa argentina de gás e petróleo YPF. O anúncio, realizado pela YPF em um comunicado à Bolsa de Valores de Buenos Aires, também indicou que no total, o banco brasileiro passa a controlar 14.194.472 ADR's (certificados de ações) na Bolsa de Nova York. O valor de cada ação da foi de US$ 11,12. Desta forma com um pacote equivalente a US$ 157,8 milhões, o Itaú Unibanco desembarca na companhia que até maio - quando foi expropriada em meio a grande polêmica pela presidente Cristina Kirchner - era a subsidiária argentina da espanhola Repsol.

A operação da aquisição das ações foi o resultado da execução da garantia de 3,609% do capital da empresa petrolífera que estavam em mãos do grupo argentino Petersen, holding controlado pelos Eskenazi, família que manteve durante quase duas décadas uma relação financeira próxima - e controvertida - com o ex-presidente Néstor Kirchner e a presidente Cristina Kirchner.

O responsável do Departamento de Relações com o Mercado da YPF, Gabriel Abalos, indicou que "não é propósito de quem adquire (o Itaú Unibanco) obter uma participação maior nem alcançar o controle da vontade social da Sociedade (YPF)". Segundo o comunicado, a operação da passagem das ações ao Itaú Unibanco foi concretizada no ia 12 de junho.

O caso do Itaú Unibanco é semelhante ao do bilionário mexicano Carlos Slim, que na semana passada anunciou que ficava com 8,4% das ações da YPF. O mexicano obteve os papéis da empresa petrolífera por intermédio da dívida que o Grupo Petersen tinha com Slim.

Na ocasião, a presidente Cristina Kirchner celebrou o desembarque de Slim na YPF, destacando que o homem mais rico do mundo que estava demonstrando confiança na petrolífera argentina. No entanto, o filho do bilionário, Carlos Slim Domit, nesta semana, fez questão de relativizar o controle das ações da YPF: "não compramos as ações. Esse foi o resultado da execução de uma garantia sobre um empréstimo não pago pelo Grupo Petersen a um pool de credores (entre eles, Slim)".

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