Atividade Produtiva

PIB de Pernambuco cresce 3,5% em 2013

Desempenho ficou acima da média nacional de 2,3%, mas inferior a estimativa entre 4% e 4,5%

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 01/04/2014 às 8:00
Márcia Mendes/JC Imagem
Desempenho ficou acima da média nacional de 2,3%, mas inferior a estimativa entre 4% e 4,5% - FOTO: Márcia Mendes/JC Imagem
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A aposta era de crescimento maior, mas a economia pernambucana ainda registrou desempenho acima do nacional em 2013. Divulgado ontem pela Agência de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado apresentou expansão de 3,5% no ano passado, ante 2,3% da média brasileira. A previsão do governo de Pernambuco era fechar o exercício com taxa entre 4% e 4,5%. Apesar de todos os setores analisados (indústria, serviços e agropecuária) terem alcançado performance positiva, os resultados minguados da indústria de transformação e da produção de energia impediram uma taxa mais vigorosa.

“Não vou dizer que decepcionou, porque continuamos crescendo acima da média nacional. A questão é que a indústria de transformação do Estado ainda está atrelada a setores tradicionais, que não tiveram resultados muito expressivos. Além disso, Pernambuco acompanha a tendência nacional do setor, que há alguns anos fala em desindustrialização”, observa o presidente da Condepe/Fidem, Maurílio Lima.

Em 2013, o setor industrial cresceu 3,1% (abaixo dos 5,4% do ano anterior). Esmiuçando o desempenho da atividade, a indústria de transformação apresentou taxa de 0,7% e os chamados serviços industriais de utilidade pública (energia, gás e água) avançaram apenas 1%. A construção civil, com taxa de 9,8% foi o segmento que içou a atividade. A economista Cláudia Pereira explica que a diminuição da capacidade de armazenamento de água dos reservatórios em função da estiagem prolongada encolheu a produção de energia hidrelétrica. “Embora o consumo de energia tenha aumentado, a produção foi de outras fontes como termelétrica e eólica, que tem um peso menor no PIB do que a hidrelétrica”, esclarece.

O setor de serviços, que responde por mais de 70% do PIB pernambucano cresceu em 2013 (3,9%), mas também com taxa inferior a de 2012 (4,9%). “O resultado da atividade ficou acima do nacional (2%), com destaque para segmentos como comércio (7,8%) e transportes e armazenagem (5,6%). Isso mostra que apesar de ter diminuído em relação a anos anteriores, o consumo das famílias continua forte”, analisa o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães.

AGROPECUÁRIA

Depois de uma ano de forte queda em 2012, com taxa negativa de 22,2%, a agropecuária começou a sinalizar recuperação no ano passado. A atividade cresceu 4,9%, mas é preciso lembrar que a base estava bastante comprometida. Pelos dados da Condepe/Fidem, a recuperação foi resultado de melhores safras no primeiro semestre de 2013, principalmente nas regiões sertanejas do Pajeú e do Araripe, onde as chuvas voltaram a cair.
Algumas culturas que foram praticamente dizimadas, a exemplo do feijão, voltaram a crescer (125,3%). A taxa estratosférica é porque em anos anteriores sequer houve plantio. A produção de uva cresceu 1,8% e a de coco da baia avançou 23,7%. Mas nem tudo está normalizado ainda na agropecuária, porque a retomada se dá num processo de médio e longo prazo.

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