OPORTUNIDADES

Concursos devem preencher mais de 200 mil vagas em 2015

Apesar da crise econômica no País, os concursos devem ser mantidos pelo governo federal. Aposta é dos cursinhos

Talita Barbosa
Talita Barbosa
Publicado em 09/03/2015 às 10:00
Diego Nigro/JC Imagem
Apesar da crise econômica no País, os concursos devem ser mantidos pelo governo federal. Aposta é dos cursinhos - FOTO: Diego Nigro/JC Imagem
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Cerca de 215 mil vagas em concursos públicos serão abertas em 2015. Contrariando as previsões pessimistas, o atual cenário da crise econômica não prejudicou a abertura de novas vagas, especialmente em órgãos federais, cujas oportunidades – e remunerações – são mais disputadas.

Entre os professores de cursos preparatórios, a dica para quem quer fazer deste ano o seu ano de conquistar uma vaga no serviço público é uníssona: a preparação deve ser focada e conciliada com a vida pessoal e as ambições profissionais.

Segundo estudos da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos Públicos (ANPAC), além dos certames em andamento, que já totalizam 60 mil vagas em aberto, a expectativa é de que ao decorrer do ano, e já no primeiro semestre, diversos concursos bastante esperados nas esferas municipal, estadual, distrital e federal, além de bancos públicos e autarquias sejam autorizados. De acordo com a Associação, as eleições ocorridas em 2014 e a Copa do Mundo realizada no Brasil fizeram com que parte dos concursos programados para o ano passado fossem adiados para 2015.

“Provas como as do Banco do Brasil, INSS e Receita Federal estão sendo muito aguardadas pelos concurseiros. Apesar de alguns desses editais ainda não terem sido divulgados,a preparação deve ser iniciada com bastante antecedência, com base em editais anteriores”, afirma o diretor da Central de Concursos Esuda, Lupércio Leça.

Segundo ele, oportunidades como essas atraem muitos concurseiros, tanto pelo número de vagas quanto pelos benefícios e boa remuneração. Entretanto, é preciso foco durante a preparação para que os estudos não sejam feitos de forma superficial e pouco produtiva. O vice-diretor pedagógico do preparatório Nuce, Cícero Roseno, afirma que antes de decidir qual concurso prestar, o concurseiro precisa traçar uma linha definindo para qual área se dedicar com mais afinco. “Tentar vários certames, sem um foco definido, retarda a aprovação. É preciso definir uma linha de estudos escolhendo se deseja ingressar nos tribunais, bancos, ou segurança por exemplo.”

Essa dica é seguida à risca pela estudante Patrícia Cavalcanti. “Estou focada na área bancária. Farei a prova do Banco do Brasil e vou tentar outras, como a da Caixa ou de alguma semelhante”, diz a concurseira que afirma não temer uma possível retração na oferta de vagas. ”Achei que as chances poderiam diminuir, mas falei com especialistas da área, e vi que dificilmente isso ocorrerá. Assim, o que tento fazer é focar meus estudos para garantir minha vaga.”

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