Infraestrutura

Pernambuco e Mato Grosso em marcha lenta para a Copa

Transporte público dos dois Estados tem atrasos semelhantes na marcha lenta rumo a 2014

Giovanni Sandes
Giovanni Sandes
Publicado em 24/04/2011 às 9:25
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Você prefere um grande e renovado sistema de transporte público através de ônibus ou uma mudança para uma espécie de trem de superfície? A indefinição sobre essa escolha é o que une Pernambuco e Mato Grosso. As duas subsedes da Copa 2014 não decidiram ainda sobre que modelo será a alternativa adotada para o Mundial de futebol, uma união no atraso. Pernambuco estuda implantar monotrilho, um tipo de metrô que trafega em um trilho elevado. Mato Grosso analisa o veículo leve sobre trilhos (VLT), que circula no mesmo plano dos demais veículos.

A situação dos dois Estados é muito semelhante. Ambos optaram, desde o início das discussões sobre os projetos de mobilidade para a Copa 2014, por um sistema conhecido como Bus Rapid Transit (BRT), adotado em Curitiba, referência nacional nessa área, e em outras cidades ao redor do mundo, como Bogotá.

Eis que, quando tudo parecia encaminhado, empresas privadas apresentaram aos dois governos estaduais propostas de implantação dos derivados de metrô. Apesar do custo bilionário, a oferta da implantação através de parceria público-privada (PPP) fez Pernambuco e Mato Grosso pararem para pensar. Somente isso já atrasou os projetos viários, que deveriam todos ter suas obras iniciadas no ano passado.

Em Mato Grosso, a proposta foi de instalar um VLT por R$ 930,3 milhões, enquanto os corredores de ônibus custariam R$ 383,4 milhões. Em Pernambuco, a proposta foi de um monotrilho por até R$ 3 bilhões, contra um valor estimado inicialmente de R$ 553,9 milhões do BRT nos mesmos traçados.

Entenda mais sobre os projetos e o atraso de Pernambuco e Mato Grosso na edição deste domingo (24), no Jornal do Commercio.

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