Concurso

Graças e Espinheiro viram polo dos cursinhos

Cinco empresas nas proximidades da Avenida Rui Barbosa, da Rua Amélia e da Avenida Rosa e Silva buscaram a diversificação do mercado

Carla Seixas
Carla Seixas
Publicado em 24/09/2011 às 0:10
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Os bairros das Graças e do Espinheiro se transformaram em endereço de concurseiros, antes instalados na Boa Vista e em Boa Viagem. São cinco empresas nas proximidades da Avenida Rui Barbosa, da Rua Amélia e da Avenida Rosa e Silva, que buscaram a diversificação do mercado. Ofertam desde disciplinas isoladas ao preço de R$ 160 até um curso completo para a carreira diplomática, de R$ 11 mil. Conta até com pós-graduação e atualização jurídica.


Ao mesmo tempo em que as empresas que ministram cursos oferecem aulas presenciais, os professores podem ensinar via satélite e também online. Nas Graças há os dois: apenas o recebimento de transmissões ao vivo e também a produção de conteúdo, com o envio dessas aulas pela internet.

Para quem oferece o procedimento presencial, a grande vantagem de estar nas Graças e no Espinheiro é a proximidade de faculdades e colégios, ao mesmo tempo que significa também uma localização central em uma grande zona residencial, com renda média mais elevada.

O Curso Regra-Damásio de Jesus é uma das cinco empresas do ramo no novo endereço recifense dos concurseiros, futuros advogados e estudantes de pós-graduação. De origem local, fica na Rua Dom Sebastião Leme, nas Graças, e trabalha com duas franquias nacionais.

Surgiu em 2010 como Curso Regra, apenas com aulas presenciais. Desde o início do ano, porém, trabalha com a rede Damásio de Jesus, que atua no Brasil inteiro. Começou a diversificar negócios para não se restringir ao nicho dos concursos públicos. Dessa forma, a empresa dobrou de tamanho em seu primeiro ano.
Segundo a diretora de Comunicação do Regra-Damásio de Jesus, Adrielli Terroso, as matérias isoladas começam em cerca de R$ 160. Mas esses preços são de disciplinas únicas. O universo dos cursos preparatórios é bem maior e os preços dependem de carga horária, professores e da finalidade do curso.
ROTINA PESADA
O famoso Curso Clio, focado na carreira diplomática, impressiona pelo custo. Oferecido com exclusividade no Recife, em sua versão completa alcança cerca de R$ 11 mil – a matrícula é feita pelo site da franquia, ligada à Rede Damásio de Jesus. Se o desembolso enche os olhos, a rotina dos candidatos à diplomacia, uma carreira que tem R$ 12.962,12 como salário de partida, é ainda mais impressionante.

Magno Marques, 27 anos, se formou em filosofia em 2009. Mas logo começou a se desiludir com a área acadêmica. Ele já dominava o inglês e o espanhol e decidiu dar uma guinada, trabalhando em um cruzeiro no Caribe. “Era para passar nove meses, mas fiquei apenas duas semanas. Mais de 12 horas de trabalho por dia, sem folga até no fim de semana. Não era para mim”, conta Magno.

Da experiência no cruzeiro ficou a vontade de trabalhar no exterior. Só para se ter uma ideia, uma das primeiras exigências que precisou atender para se candidatar na área diplomática foi aprender um terceiro idioma fora o português: o francês. Magno já se submeteu ao concurso duas vezes. Começou estudando sozinho. Depois entrou no Curso Clio. Hoje ele estuda dez horas por dia, inclusive no fim de semana. “Passei nas quatro etapas este ano e fiquei em 73º. Nos últimos quatro anos, a média era de 100 vagas. Mas o número caiu para 26 este ano. Ainda assim estou empolgado, porque vejo que estou chegando perto. E o perfil do candidato da carreira diplomática é de apaixonado pela profissão”, detalha Magno. (Leia matéria completa na edição de hoje do JC)

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