greve

Clientes de banco enfrentam transtornos

A paralisação dos bancários entra no sétimo dia e prejudica os clientes que são obrigados a buscar os serviços nas agências

Carlos Eduardo Santos
Carlos Eduardo Santos
Publicado em 04/10/2011 às 8:53
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Os recifenses que procuram os bancos, desde a semana passada, estão enfrentando transtornos com a greve dos bancários, que chega ao seu sétimo dia. Além das grandes filas, teve gente que deu meia-volta sem ser atendido. Com a maioria das agências fechadas, a alternativa é correr para os caixas eletrônicos ou lotéricas e supermercados que realizam alguns serviços.

O policial Everaldo Gonçalo passou por três bancos em Olinda antes de conseguir realizar depósito numa agência Santander da Avenida Cruz Cabugá. "Agora é que consegui depositar o dinheiro."

O desencontro de informações fez o promotor de vendas Hilton de Azevedo dar viagem perdida até o Itaú da Avenida Conde da Boa Vista. Depois de ligar para o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do banco para saber onde desbloquear o seu cartão para sacar o salário, o promotor soube da atendente que só uma agência na Ceasa estava funcionando.

"Eu moro do lado da Ceasa, estava lá perto, o SAC me disse que tinha que vir nessa agência da Boa Vista", lamentou. O office boy Pablo da Hora teve que depositar cheques no autoatendimento do Bradesco porque não conseguiu sacar direto no caixa. "Não consegui trocar o cheque na agência. Vou fazer o depósito e esperar a compensação. Só daqui a uns dois dias o dinheiro entra na minha conta", queixou-se.

Em greve há uma semana, os bancários reivindicam 12,8% de reajuste salarial e aumento do piso de R$ 1.250 para R$ 2.290. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, o Comando Nacional dos Bancários está reunido em São Paulo na tentativa de abrir canal de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), representante patronal, que propôs reajuste de 8%, sendo 0,56% de aumento real.

Leia mais na edição desta terça-feira (4) do Jornal do Commercio

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