LIXO HOSPITALAR

Lixo hospitalar: até onde vai o perigo?

Quase uma semana após a descoberta de que instituições de saúde dos EUA estavam enviando lixo hospitalar para Pernambuco, o Ministério Público Federal (MPF) decidiu abrir inquérito policial para investigar a operação.

Carlos Eduardo Santos
Carlos Eduardo Santos
Publicado em 18/10/2011 às 9:42
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Uma pergunta martela a cabeça de consumidores e trabalhadores do polo de confecções de Pernambuco após a descoberta de que lixo hospitalar dos Estados Unidos desembarca na região para ser vendido como retalho. O material descartado dos hospitais e usado como tecido na confecção de forros de bolsos oferece perigo à saúde? A reportagem do JC ouviu a opinião de quatro infectologistas para esclarecer a questão. Na avaliação de três deles, existe, sim, um risco potencial de contaminação para os empregados que manusearam o lixo. Já para os usuários do produto final, todos os especialistas ouvidos consideram o contágio improvável.

Médico infectologista formado pela Universidade de São Paulo (USP), Antônio Tadeu Fernandes diz que o maior perigo está no momento da separação dos lençóis, fronhas e jalecos de objetos como seringas e agulhas, que integravam o lixo importado pela confecção Na Intimidade, do empresário Altair Teixeira de Moura. "Os funcionários estão passíveis de acidente, de se furar e entrar em contato direto com sangue e outras secreções que transmitem vírus como o da hepatite B e C", alerta. O especialista explica que o próprio tecido também pode funcionar como vetor de contaminação. "Isso vai depender da sujidade do material, porque os micro-organismos se proliferam e sobrevivem nesses ambientes", observa.

Leia mais na edição desta terça-feira (18) do Jornal do Commercio

 

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