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Celpe firma convênio com agências internacionais para projeto em Noronha

A Ilha receberá investimentos superiores a R$ 18 milhões, que serão aplicados em redes inteligentes de distribuição de energia e controle de fontes renováveis

Davi Barboza
Davi Barboza
Publicado em 07/03/2012 às 12:15
Foto: Divulgação / Celpe
A Ilha receberá investimentos superiores a R$ 18 milhões, que serão aplicados em redes inteligentes de distribuição de energia e controle de fontes renováveis - FOTO: Foto: Divulgação / Celpe
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A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) firmou na manhã desta quarta-feira (07) um convênio com duas das principais agências de fomento internacional para viabilizar estudos de conexão da energia solar fotovoltaica (que transforma luz em energia electromotriz) ao sistema isolado de Fernando de Noronha.

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e a Agência de Cooperação Alemã (GIZ) irão fornecer apoio técnico ao projeto de implantação dos primeiros painéis de energia solar no arquipélago. A solenidade de assinatura contou com a presença do presidente da concessionária, Luiz Antonio Ciarlini, do diretor da GIZ, Dirk Assman, do diretor da Usaid Brasil, Lawrence Hardy e da cônsul norte-americana Usha Pitts.   

Por meio de parceria com o Comando da Aeronáutica, a concessionária instalará placas solares na Ilha de Fernando de Noronha. No total serão investidos cerca de R$ 5 milhões no projeto de energia renovável. A ação integra o Programa de Eficiência Energética da Celpe, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os painéis fotovoltaicos serão instalados em uma área militar de aproximadamente seis mil metros quadrados.

O sistema terá capacidade de gerar 400 kWp (kilowatt-pico), com expectativa de geração anual de 600 MWh, o que significa cerca de 6% do consumo da Ilha.

SMART GRID – A Ilha de Fernando de Noronha será o primeiro local de Pernambuco a contar com Redes Elétricas Inteligentes (REIs) instaladas pela Celpe. Entre os benefícios da nova rede estão o controle remoto de praticamente todos os processos, como leitura e religação, além da identificação e correção mais rápida de falhas no sistema. No total serão investidos R$ 16,4 milhões durante os três anos de implantação do projeto.

Além da concessionária, o desenvolvimento do projeto ainda vai contar com profissionais da Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) e das secretarias de Ciência e Tecnologia e  de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Governo do Estado.

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