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Aeroporto do Recife terá lanchonete popular em 2013

Infraero abriu licitação para escolher a empresa que vai operar a loja

Da editoria de Economia
Da editoria de Economia
Publicado em 27/07/2012 às 7:00
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Está previsto para 2013 o início do funcionamento de uma lanchonete popular no Aeroporto dos Guararapes, no Recife. Serão oferecidos preços, em média, 30% abaixo do que é praticado em outros estabelecimentos do terminal. O edital da licitação para escolha da empresa que vai operar a loja de 16 metros quadrados foi publicado ontem no Diário Oficial da União. Os lances terão de partir de um valor mínimo de R$ 9 mil para o aluguel mensal.

Infográfico

Lanchonete de aeroporto

A empresa escolhida fechará um contrato de quatro anos e terá que oferecer um mínimo de 14 itens cujos preços são pré-definidos. Entre eles, está o refrigerante em lata. Encontrado por R$ 5 no aeroporto, ele terá que ser vendido na lanchonete popular por R$ 2,80. O dono do negócio terá liberdade de incluir outros itens e estes não terão o preço controlado pela Infraero. A unidade do Recife ficará na praça de alimentação, em frente ao Nioi.

>>> Veja o o edital e seus anexos

O gerente comercial do Aeroporto dos Guararapes, Sidrak Braz, informa que os preços foram definidos com base em um levantamento da equipe do terminal em lojas fora do aeroporto, em locais como shoppings. “Esse mecanismo que estamos buscando nada mais é que uma resposta à sociedade”, comentou o executivo, ao falar sobre o porquê de os preços nos aeroportos serem bem mais altos do que os praticados em lojas semelhantes do comércio convencional.

Em Curitiba, lance mínimo era R$ 16,5 mil e contrato foi fechado com R$ 33,7 mil

Segundo Braz, o que ocorre é que a concorrência pelos espaços nos aeroportos é muito grande, o que eleva substancialmente o valor mensal pago pelos pelo aluguel. Com as despesas mensais mais altas e com a manutenção das margens de lucros das empresas, os preços ao consumidor sobem. Há espaços no terminal pernambucano que pagam até R$ 80 mil de aluguel. “Mas isso é fruto da disputa entre os empresários, porque é um valor muito distante do nosso piso”. Em Curitiba, primeira cidade a realizar a licitação para a lanchonete popular, o processo atraiu cinco empresas e foi encerrado R$ 33,7 mil mensais, mais do que o dobro do valor inicial previsto pela Infraero para aquele aeroporto, de R$ 16,5 mil.

Em todos os terminais do país, a comunicação visual da lanchonete popular ficará a cargo do empresário. Não há previsão contratual para que seja sinalizado que ali são praticados preços mais baratos. Contudo, a Infraero acredita que esse será um diferencial que o próprio lojista vai querer mostrar.

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