Indústria

Estado ganha duas fábricas de sorvete

Uma nova unidade da veterana Millet será aberta em Limoeiro. Outro projeto é da Companhia Brasileira de Sorvetes (CBS), que iniciou a terraplenagem em Paudalho

Mona Lisa Dourado
Mona Lisa Dourado
Publicado em 04/10/2012 às 11:55
Divulgação
Uma nova unidade da veterana Millet será aberta em Limoeiro. Outro projeto é da Companhia Brasileira de Sorvetes (CBS), que iniciou a terraplenagem em Paudalho - FOTO: Divulgação
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Todo verão, o calor e os coloridos anúncios de novos sabores gelados são a deixa para a compra de picolés e cones de sorvetes na praia, em padarias, delicatessens e lojas de conveniência. Nesse mercado, em que o consumo é por impulso, as vendas andam tão aquecidas que a estação quente chegou não só com sabores diferentes, mas com novas fábricas em Pernambuco. Uma será aberta em Limoeiro, da veterana Millet Sorvetes. A outra teve a terraplenagem iniciada, em Paudalho, da Companhia Brasileira de Sorvetes (CBS).

O mercado dos gelados tem segmentos bem diferentes. No ramo da compra por impulso, a Millet briga com a Zeca’s, numa mesma faixa de preço, enquanto a CBS pretende disputar com as gigantes Kibon e Nestlé em outra. E todas elas, por outro lado, não brigam diretamente com sorveterias, como a Fri-sabor.

“O modelo de negócio da compra por impulso é diferente de sorveterias e dos potes de 2 litros, oferecidos em supermercados. Vamos atacar em lojas de conveniência e padarias, por exemplo”, comenta Carlos Moreira, diretor da CBS. “No ramo da venda por impulso, todo verão precisamos criar novos sabores, para despertar o interesse do consumidor”, complementa o empresário Sílvio Millet, presidente da Millet.

A CBS é uma nova indústria com capital pernambucano, que vai investir R$ 30 milhões para construir em Paudalho uma fábrica com capacidade para produzir 10 milhões de litros de sorvete por ano. A Millet já está há 26 anos no mercado. Escolheu Limoeiro para R$ 4 milhões e expandir sua produção, que o empresário não revela por “questões estratégicas”.

Nesse ramo, a logística é tão importante quanto no ramo de bebidas – ambos envolvem entregas pulverizadas no pequeno varejo. Então, como se explica a opção das empresas pelo interior?

“Rodamos o Grande Recife por todos os lados. Foram mais de seis meses procurando área, até acharmos o local ideal”, diz Carlos Moreira. Ele ressalta que o terreno de 6 hectares da CBS tem acesso pela BR-408, duplicada, e ficará próximo ao futuro Arco Metropolitano, rodovia que vai ligar diretamente a BR-101 Norte à BR-101 Sul, sem passar pela área adensada do Grande Recife.

“O terreno fica no limite do Grande Recife, às margens do Rio Goitá, entre Paudalho e São Lourenço da Mata. É uma ótima localização para distribuição de nossos produtos”, explica o diretor da CBS.

 

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