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Casas especializadas em festas infantis se mostram um bom negócio

Mais atarefados, pais e mães recorrem frequentemente às casas de festa infantil para fazer a folia dos rebentos

Da Editoria de Economia
Da Editoria de Economia
Publicado em 25/11/2012 às 19:39
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Alugar um espaço, contratar buffet, animadores, além de brinquedos e de tantos outros detalhes. Quem tem filho pequeno sabe como é desgastante organizar um aniversário. Mais atarefados, pais e mães recorrem frequentemente às casas de festa infantil para fazer a folia dos rebentos – o que gerou, nos últimos anos, um aumento na quantidade desses estabelecimentos no Recife. Os órgãos públicos ainda não têm números sobre o setor, mas os que estão há mais tempo no ramo sentem o peso da concorrência. “Sem dúvida, esse segmento cresceu. Mas isso se deve à demanda. Hoje, mesmo com a concorrência, às vezes é bom agendar com um ano de antecedência, para garantir a vaga”, afirma a empresária Marina Leal, da Surpresa Buffet Infantil (Boa Viagem).

De acordo com os entrevistados, as grandes casas de festa infantil surgiram há cerca de 10 anos e seu lucro cresce, basicamente, por dois motivos: a ascensão econômica da classe C e o bom e velho “boca-a-boca”. O diferencial do segmento é oferecer todos os serviços de buffet, decoração, entre outros, num pacote só, que pode ser dividido em várias vezes. “O cliente tem até cinco dias antes para efetuar o pagamento total. Como ele vai dividir isso fica a critério dele”, diz Marina Leal, há quase 10 anos no ramo. O preço médio para fazer essas festas gira em torno de R$ 8 mil reais, podendo achar mais preços mais baratos e mais caros.

Há casos em que mesmo antes de abrir, o empreendedor já sentia o bom ritmo do setor. Com menos de um mês de existência, a Land Kids, em Boa Viagem, tinha fila de espera antes mesmo de abrir. “Além de gostar de organizar festas, notei que era um setor promissor e abri a casa. O investimento para abrir ficou em torno de R$ 1 milhão e devemos ter o retorno em até 18 meses”, resume a proprietária da casa, Amanda Sousa, que toca o negócio ao lado do marido, José Carlos Moura.

Abrir um negócio desses não é barato: o Sebrae-PE fala em R$ 300 mil, alguns proprietários falam em R$ 600 mil e outros, em R$ 1 milhão ou mais. “O grande peso são os brinquedos, que são caros e precisam ser trocados com regularidade. A forma mais comum é esses empreendedores financiarem a abertura do empreendimento e comprarem os brinquedos com dinheiro próprio”, explica o analista de orientação empresarial do Sebrae-PE, Valdir Cavalcanti.

Sem números precisos, o Sebrae-PE lança estimativas sobre o setor com base na procura de interessados pela sua orientação para abrir um negócio. De 2011 para este ano, a procura para abrir casas de festa infantil aumentou menos de 10%. Já a procura da clientela por esses estabelecimentos, no mesmo período, cresceu cerca de 30%. “Enquanto o índice de mortalidade das pequenas empresas é de 44% nos dois primeiros anos, nesse ramo o percentual é quase 0%”, pontua Valdir Cavalcanti.

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