NEGÓCIOS

Franquias para todos os bolsos

Setor tem opções com investimentos de R$ 25 mil a R$ 1 milhão, que estão sendo apresentados na ABF EXPOnordeste

Igor Gomes
Igor Gomes
Publicado em 06/11/2013 às 10:00
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Elas são uma boa chance para quem quer se livrar do patrão e um expressivo número na economia. As franquias movimentaram nacionalmente mais de R$ 103 bilhões em 2012, com projeção de crescimento superior a 10% e atendem a um público investidor muito democrático: há negócios que exigem aplicação de R$ 25 mil até aquelas que beiram o R$ 1 milhão. Para apresentar as múltiplas possibilidades de franquias ocorre até esta sexta-feira a ABF EXPOnordeste, evento iniciado ontem no Centro de Convenções. Interessados podem se credenciar gratuitamente no site www.informagroup.com.br e os portões ficam abertos das 16h às 22h. 

A feira deve gerar de R$ 20 milhões a R$ 25 milhões nos quatro dias e próximos 6 meses. Reúne 110 expositores e pretende atrair 17 mil pessoas. A realização é da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e da BTS Informa. 

A feira concentra todo tipo de franquia. Para quem quer apostar no inusitado, a oferta é farta. Entre as marcas está a Che Lagarto, franquia de hostels de origem Argentina, mas forte no Sudeste do País, com investimento de R$ 150 mil e retorno em 3 anos. “Temos pouquíssimas unidades no Nordeste, que é farto em locais paradisíacos. Estamos dispostos a fechar muitos negócios”, diz o diretor de expansão de franquias da empresa, André Neri.

Nomes tradicionais como o Donatário (investimento de R$ 500 mil, retorno em 30 meses) estão presentes, mas marcas novas também vieram vender o peixe. Pela primeira vez no Estado, a rede de restaurantes Água Doce exige investimento inicial de R$ 800 mil a R$ 1 milhão (varia com o ponto e as reformas) com retorno em até 3 anos. É tida como uma das mais caras da feira. Eles querem negociar pelo menos 10 unidades no Nordeste. 

“Muitos nordestinos vão às feiras de franquias do Sudeste. Foi esse fator e a melhoria de infraestrutura e serviços no Recife nos últimos 10 anos que nos atraiu à feira”, afirma o diretor de franquias da marca, Julio Bertolucci. 

Uma maneira de baratear os investimentos é optar por franquias que não exigem ponto comercial. “São os pontos que encarecem as marcas do setor de alimentos e bebidas. Segmentos como tecnologia e serviços são bem mais em conta”, explica o diretor executivo da ABF, Ricardo Camargo. 

É o caso da LigueSite e a Bye Bye Paper. As duas, situadas na ala das microfranquias (até R$ 80 mil), são do setor de tecnologia. Exigem investimentos de R$ 25 mil cada uma, com retorno em até 2 anos. A primeira é uma empresa de criação de sites e a segunda, de digitalização de arquivos. “Nossos franqueados trabalham em casa e isso não nos impede de ter grandes clientes. A Bye Bye Paper tem Itaú e Unibanco na carteira”, diz Fred Santos, sócio do grupo Vale do Silício, dono das duas marcas. Segundo a ABF, as franquias no Estado movimentaram R$ 4,5 bilhões em 2012. O grau de segurança é alto. “A mortalidade é de 3%, muito inferior ao das microempresas comuns”, diz Ricardo Camargo. O setor é regulado por uma legislação ampla, de 1994, mas que será um pouco reformada em 2014. 

O segmento que mais gera dinheiro para o mercado de franquias é o de alimentos e bebidas: 20%. Depois vem o de serviços, com 8%. “Um setor em franca ascensão também é o de beleza e higiene”, diz o consultor Hamilton Marcondes.

Paralela à ABF EXPOnordeste ocorrem duas outras feiras: a Fispal Tecnologia e a Fispal Food Service NE. A primeira aborda os setores de embalagem e logística para o setor de alimentos e bebidas.A outra mostra novidades do setor de alimentação fora do lar. Juntas, devem movimentar valores superiores a R$ 900 milhões. 

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