Boletim

Pernambucano toma mais crédito e inadimplência se mantém estável

Dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira em Fortaleza

Leonardo Spinelli
Leonardo Spinelli
Publicado em 06/11/2013 às 18:15
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O saldo de operações de crédito superiores a R$ 1 mil em Pernambuco cresceu 4,5% no trimestre finalizado em agosto em relação ao trimestre anterior e em 15,4% nos 12 meses contados até agosto, totalizando um estoque de R$ 72,9 bilhões. Desse total, R$ 29,1 bilhões foram tomados por pessoas físicas, num crescimento de 15,8% no trimestre e 4% no ano. Os dados foram divulgados na tarde desta quarta-feira pelo Banco Central. Segundo a autoridade monetária, as operações de crédito imobiliário e consignado puxaram o crescimento.

Em contrapartida, a inadimplência caiu menos de um ponto percentual, dado que demonstra uma estabilização no nível de inadimplência em 3,1% em agosto para pessoas físicas e 5,9% para as empresas. Já as operações das pessoas jurídicas somaram R$ 43,7 bilhões no período, numa elevação de 4,9% no trimestre e 15,1% em 12 meses. Os setores de refino de petróleo, coque e álcool, além das indústrias de equipamentos e locação foram as que puxaram a alta do crédito no Estado.

Os número fazem parte do Boletim Regional do BC divulgado trimestralmente pelo banco.

Em relação à atividade econômica, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado também registrou um melhor desempenho ao longo do ano. Passou de um crescimento de 1,1% nos três primeiros meses do ano para 1,3% no segundo trimestre, informou o BC com base nos números da Agência Condepe/Fidem. Ocorreram expansões de 2,4% da indústria e de 1,3% dos serviços e retração de 4,4% da agropecuária, que foi prejudicada pela seca. Mesmo assim, o BC indica que houve “arrefecimento da atividade no estado”. 

Enquanto a receita nominal do setor de serviços cresceu 4,9% no trimestre finalizado em agosto, a produção industrial de Pernambuco cresceu 1,2% no mesmo período contra 2,1% dos três meses anteriores. 

Os governos locais (estado, capital e principais municípios), por sua vez, diminuíram seus esforços para pagar os juros de suas dívidas (superávit primário). No semestre esse indicador totalizou R$396 milhões, contra os R$527 milhões registrados no mesmo período de 2012. O governo do Estado foi o ente público que mais contribuiu para esse recuo, guaradando apenas R$ 99 milhões. Além disso, a dívida líquida dos governos aumentou em 5,8% em relação a dezembro de 2012, somando R$ 5,5 bilhões em junho, devido a ajustes patrimoniais decorrentes de variação cambial, reconhecimento de dívidas e privatizações.

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