LOGÍSTICA

Estado terá central de distribuição da Toyota

Na assinatura do protocolo de intenções, o governador Paulo Câmara (PSB) diz sonhar com montadora da empresa no Estado

Do JC Online
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Publicado em 12/02/2015 às 9:02
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A chegada da central de distribuição (CD) da japonesa Toyota reacendeu a esperança de uma futura montadora da marca no Estado. Ontem, foi assinado o protocolo de intenções do empreendimento entre o governador Paulo Câmara (PSB) e o presidente da Toyota do Brasil, Koji Kondo. “É o nosso desejo, mas não há qualquer indicativo por parte da empresa que vá ocorrer a implantação de uma fábrica. A central é de importância estratégica e contribui para a consolidação do polo automotivo pernambucano”, explica o governador. O investimento será de R$ 15 milhões.

Ainda no evento, o mesmo tom de aposta num investimento futuro fez parte dos discursos dos secretários da Fazenda, Márcio Stefanni, e do Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões. “É uma apenas uma semente. Quiçá nos próximos 10 anos poderemos anunciar um investimento mais significativo”, diz Márcio Stefanni, acrescentando que em toda a história da empresa só ocorreu um caso em que ela saiu de um lugar onde começou a investir, se referindo a uma parceria específica que a montadora japonesa fez com a General Motors (GM) nos Estados Unidos.

A central de distribuição da Toyota terá a capacidade para receber até 30 mil veículos por ano e será instalada em Ipojuca próxima a Suape. Nela, será feita a “tropicalização” dos veículos importados da Argentina, como por exemplo, a Hilux e o SW4. Em média, os veículos importados receberão 15 itens localmente, mas essa quantidade depende do modelo do carro. O empreendimento vai gerar 40 empregos, incluindo os indiretos.

A expectativa é de que a primeira fase do projeto entre em operação no primeiro semestre de 2016. O empreendimento local receberá cerca de 20% de todos os veículos que a Toyota vende no Brasil, podendo gerar uma movimentação de cerca de R$ 3 bilhões anualmente (contemplando toda a cadeia). No País, a Toyota comercializa 196 mil unidades por ano.

A central é importante para consolidar o Estado como um grande distribuidor de carga para o Norte e Nordeste, segundo Thiago Norões. O Estado já tem um pátio de veículos em Suape com a capacidade de movimentar 2 mil veículos por mês, utilizado pela GM e Volkswagen.

O presidente da Toyota do Brasil, Koji Kondo, afirma que a empresa começou a pensar num posto de logística para tornar mais eficiente a distribuição dos veículos no Nordeste. “Escolhemos Pernambuco pelas facilidades de logística e a redução de custo que isso vai representar nas nossas operações”, afirma. Pelos cálculos do setor, a empresa terá uma redução de custo de R$ 4 mil no transporte de cada veículo. Essa diminuição ocorrerá por causa da troca do caminhão pelo navio, que provocará uma redução de 13% nas emissões de CO2 para distribuir veículos no Nordeste.

A redução do preço do frete não deve chegar ao consumidor final. De acordo com Kondo, o cliente da montadora vai ganhar com a central de distribuição porque o veículo chegará mais rápido ao ponto de venda. Embora os tempos sejam de crise, a Toyota pretende aumentar em 30% a produção de carros no Brasil e alguns modelos fabricados pela empresa têm lista de espera nas concessionárias.

Instalada numa área de 50 mil m², o empreendimento terá, numa segunda etapa, uma central de distribuição de peças para fazer com que os seus clientes recebam as peças de uma forma mais rápida no Nordeste. Essa segunda fase não tem data prevista para entrar em operação.

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