Cadeia produtiva

Setor metalmecânico terá Arranjo Produtivo Local

Secretaria de Desenvolvimento Econômico quer ajudar a integrar atividade

Da Editoria de Economia
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Publicado em 10/09/2015 às 10:08
Heudes Regis/JC Imagem
Secretaria de Desenvolvimento Econômico quer ajudar a integrar atividade - FOTO: Heudes Regis/JC Imagem
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Estratégico na nova economia de Pernambuco, o setor metalmecânico passa a contar com um Projeto de Estruturação da Governança do Arranjo Produtivo Local (APL). A iniciativa foi lançada nesta quarta-feria (9) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec), durante evento na Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe). A proposta do APL é promover a integração do setor e aumentar a competitividade, por meio da estruturação da cadeia produtiva.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões, explica que essa estruturação do APL passa pela organização, mapeamento e identificação de particularidades do setor, para que possa se inserir no atual momento da economia local, com novas indústrias na matriz.

“A chegada das indústrias automotiva, naval e de refino foi uma preocupação que sempre animou os estudos do governo do Estado e da Fiepe. A intenção é promover a integração da base industrial existente com a nova indústria que aqui vinha se instalar. Foram identificados vários APLs e o setor de metalmecânica é um dos que vislumbravam um renascer e um recomeço. Queremos inaugurar uma nova etapa na vida do segmento em Pernambuco e encurtar os caminhos para tempos melhores”, diz.

No Estado, o setor metalmecânico conta com 950 empresas de micro, pequeno, médio e grande portes, responsáveis por 30 mil empregos diretos. A chegada dos projetos estruturadores motivou as empresas a modernizarem seus parques fabris para participar do bom momento. Com a crise nos estaleiros e a suspensão das obras do segundo trem da Refinaria Abreu e Lima, as encomendas diminuíram e várias empresas entraram em crise. Pelos cálculos do Sindicato da Indústria Metalmecânica (Simmepe), as dívidas dos estaleiros e dos consórcios da Rnest com as companhias locais atingem R$ 50 milhões.

O projeto do APL pode ajudar essas empresas a buscarem novas oportunidades. Uma delas é uma parceira com a região italiana da Lombardia. Desde 2013, o governo do Estado promove troca de experiência com a região. Entre os dias 21 e 25 deste mês será realizada uma missão de empresas locais aos polos de metalmecânica, inovação e tecnologia da Lombardia.

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