INFRAESTRUTURA

Obras da PPP do saneamento serão aceleradas com venda da parceira privada

A parceira privada da PPP do Saneamento, a Odebrecht Ambiental foi vendida para o fundo canadense Brookfield

Da Editoria de Economia
Da Editoria de Economia
Publicado em 05/11/2016 às 9:01
Guga Mattos/ JC Imagem
A parceira privada da PPP do Saneamento, a Odebrecht Ambiental foi vendida para o fundo canadense Brookfield - FOTO: Guga Mattos/ JC Imagem
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O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões, considerou “uma boa notícia” a venda da Odebrecht Ambiental, – uma subsidiária da Construtora Odebrecht –, para o fundo canadense Brookfield. “Geralmente, os investidores desse calibre têm uma capacidade de investimento enorme. A nossa expectativa é de que isso ajude a incrementar o investimento do parceiro privado na PPP do Saneamento”, afirma o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico. Isso signfica que as obras da PPP do Saneamento devem ser aceleradas.

A Odebrecht Ambiental participa de um empreendimento que afeta a vida de 3,7 milhões de pernambucanos: a Parceria Público-Privada (PPP) do Saneamento que deveria implantar o serviço em 14 municípios da Região Metropolitana do Recife mais Goiana, na Mata Norte.

Os investimentos da PPP do Saneamento estão paralisados há quase um ano. Na PPP do Saneamento, a Odebrecht Ambiental teria que investir R$ 3,5 bilhões, enquanto o governo do Estado deveria bancar um aporte de R$ 1,5 bilhão num prazo de 12 anos, segundo números divulgados no ano passado. Até julho de 2015, a PPP realizou um investimento de R$ 300 milhões, incluindo R$ 40 milhões bancados pelo governo de Pernambuco.

A venda envolveu a participação de 70% da Odebrecht Ambiental por US$ 878 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões). Os outros 30% devem continuar com o fundo de investimento FI-FGTS, sócio da Odebrecht Ambiental desde 2009.

CRISE

A Odebrecht Ambiental sofreu a influência da atual crise econômica e da Operação Lava Jato que revelou um esquema de corrupção bilionário envolvendo contratos com a Petrobras. Em decorrência disso, o presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, está preso há um ano e quatro meses. Em uma das ações penais tendo como base as investigações, ele foi condenado a 19 anos de prisão.

A reportagem do JC entrou em contato, por telefone, com o escritório que a Brookfied tem em São Paulo, mas a empresa não vai se manifestar sobre o assunto até ter todas as aprovações dos órgãos regulatórios. Já a assessoria de comunicação da Odebrecht Ambiental divulgou uma nota oficial, mas não disponibilizou porta-voz para falar sobre o assunto. Todo o trâmite legal da venda deve ser concluído no primeiro semestre de 2017.

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