REFINARIA

Ex-funcionários da Alusa protestam contra falta pagamento de rescisões

Prazo para empresa quitar débitos com trabalhadores se encerrou no último dia 3, após dois anos

JC Online
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Publicado em 07/11/2016 às 14:56
Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem
Prazo para empresa quitar débitos com trabalhadores se encerrou no último dia 3, após dois anos - FOTO: Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem
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Ex-funcionários contratados da Alusa para trabalhar na obra da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Complexo de Suape, realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (7) para denunciar a falta de pagamento das rescisões contratuais. O ato aconteceu na frente do escritório da Petrobras, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, com a intenção pressionar a estatal a interceder no caso. Segundo o plano de recuperação judicial da empresa contratada para a obra, o prazo para quitar as rescisões dos mais de 5 mil ex-funcionários - valor calculado em torno de R$ 103 milhões - terminou no último dia 3, mas nenhum pagamento foi efetuado. 

"Estamos aqui porque a Petrobras também é responsável pela obra. Ela foi a contratante do serviço e precisa interferir no processo", argumenta Antônio Carlos Bandeira, um dos funcionários dispensados. O grupo fechou a entrada do prédio onde funciona o escritório da estatal no início da manhã e só liberou a entrada de funcionários depois de agendar uma reunião com representantes da Petrobras. 

Durante a conversa, os membros da estatal afirmaram que a Petrobras já possui uma ação na justiça conta a Alusa pelo abandono da obra. Sendo assim, a empresa contratante também estaria sendo lesada e não poderia assumir a responsabilidade pelo que é devido aos trabalhadores. 

Sem pagar os ex-funcionários, a Alusa fica mais perto do início de processo de falência, o que dificulta ainda mais o recebimento das indenizações. 

ESPERA

Os ex-funcionários da Alusa aguardam o pagamento da rescisão dos contratos desde 2014, quando a empresa anunciou a saída das obras. O comunicado foi feito em novembro, mas meses antes os funcionários deixaram de receber seus salários e o pagamento dos planos de saúde já havia sido suspenso. Através da Justiça, os trabalhadores conseguiram o pagamento dos meses de atraso, mas continuam esperando o pagamento das indenizações.

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