INFRAESTRUTURA

União fará concessão de trechos pernambucanos das BRs 232, 101 e 408

Na concessão há cobrança de pedágio nesses trechos. Ministro Moreira Franco disse que a União vai apoiar financeiramente o Arco Metropolitano

Da editoria de Economia
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Publicado em 12/05/2017 às 10:24
Foto:Priscila D'arc
Na concessão há cobrança de pedágio nesses trechos. Ministro Moreira Franco disse que a União vai apoiar financeiramente o Arco Metropolitano - FOTO: Foto:Priscila D'arc
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O governo federal está analisando uma futura concessão com trechos das BRs 232, 101 e 408 (essa última que passa por São Lourenço da Mata, Paudalho e Carpina) em Pernambuco. Isso significa que será cobrado um pedágio para passar nos trechos dessas rodovias que será explorado por uma empresa que vai administrar as estradas e cobrar pelo serviço. “Estão sendo feitos estudos sobre o assunto que serão submetidos à União. Depois será lançado um edital de concessão”, explica o vice-governador de Pernambuco e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry (PMDB).

A futura concessão dessas três rodovias está num estágio embrionário e não há datas para o lançamento do edital. Os projetos de infraestrutura do Estado foram o tema de conversas entre Raul Henry (PMDB), o governador Paulo Câmara (PSB) e o ministro-chefe da secretária-geral da Presidência da República, Moreira Franco.

O ministro afirmou que o governo federal pretende apoiar financeiramente o Estado na implantação do Arco Metropolitano, uma alça viária com mais de 70 km que ligaria Itapissuma, na divisa com Goiana, na Mata Norte, ao Porto de Suape, sem passar pelos trechos congestionados da BR-101 no Recife e em Jaboatão. Ainda na visita, o ministro Moreira Franco informou que há grupos chineses interessados em adquirir a Ferrovia Transnordestina, mas não revelou nomes.

O primeiro passo do apoio na implantação do Arco Metropolitano seria ajudar, financeiramente, o Estado a fazer um outro projeto do empreendimento. O Arco Metropolitano é uma demanda do transporte no Grande Recife há anos devido aos engarrafamentos constantes em vários trechos da BR-101 no Recife, em Jaboatão e em Abreu e Lima. O projeto passou a ser discutido com mais ênfase pelo governo do Estado desde 2010, quando foi anunciada a implantação da fábrica da Fiat, em Goiana. Primeiro, o governo do Estado iria fazer o projeto. Posteriormente, a presidente Dilma Rousseff (PT) disse que implantaria a rodovia. Resultado: a fábrica da Jeep completou dois anos de operação no mês passado e a rodovia não saiu.

O Arco Metropolitano, trechos da BRs 101 e 232 foram incluídos, em 2015, no Programa de Investimento em Logística (PIL) que faria a concessão dessas três rodovias. Segundo Raul Henry, o Arco Metropolitano foi retirado desse pacote porque o preço do pedágio ficaria alto.

Atualmente, existem três projetos do Arco Metropolitano. “A ideia é ser uma obra pública, pegar os três projetos e encontrar uma solução”, resumiu Henry.

MINIARCO

Com a dificuldade financeira para tirar o arco do papel, o governo do Estado decidiu implantar o miniarco, uma via de 14 km, que vai do entroncamento da PE-35, no acesso à Ilha de Itamaracá, ao entroncamento da PE-15 com a BR-101 (nas proximidades do Hospital Miguel Arraes). Quatro consórcios estão fazendo os estudos de viabilidade, os quais deverão ser concluídos até 21 de julho. Essa rodovia será explorada por uma concessão e terá pedágio.

Mas o miniarco não inviabiliza o Arco Metropolitano? “Não há concorrência porque os destinos são diferentes. O arquinho (miniarco) contorna o centro de Abreu e Lima e Igarassu e será usado por quem está nesses municípios vindo para o Recife, se livrando dos engarrafamentos em Igarassu e Abreu e Lima. O Arco Metropolitano deve ter uma vocação para transportar cargas que vão para Suape, vindas da Mata Norte, Paraíba e Rio Grande do Norte”, explicou Raul Henry.

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