AUMENTOS

Donos de postos de combustíveis reclamam dos aumentos quase diários na gasolina

Sindicombustíveis afirma que continua subindo a pressão sobre o custo dos combustíveis nas refinarias

Da Editoria de Economia
Da Editoria de Economia
Publicado em 07/11/2017 às 17:50
André Nery/Arquivo JC Imagem
Sindicombustíveis afirma que continua subindo a pressão sobre o custo dos combustíveis nas refinarias - FOTO: André Nery/Arquivo JC Imagem
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Nem os donos de postos de combustíveis do Estado estão aguentando o reajuste nos preços da gasolina, diesel e etanol. A partir desta quarta-feira (8), o óleo diesel comercializado nas refinarias da estará 2,5% mais caro, enquanto a gasolina terá reajuste de 0,6%. A Petrobrás já havia divulgado para hoje (7) um aumento de 2,3% para a gasolina e de 1,9% para o diesel. Ou seja, os aumentos são praticamente diários.

O Sindicombustíveis-PE, que representa os revendedores de combustíveis em Pernambuco, informou através de nota que continua subindo a pressão sobre o custo dos combustíveis, sobretudo a gasolina. Mas a entidade diz que o repasse dos aumentos dos preços ao consumidor fica a critério de cada dono de posto. “Os preços são livres em todas as etapas (produção, distribuição e revenda), cabendo aos agentes determinar seus preços com base em seus custos”, diz a nota. Pernambuco tem cerca de 1.200 postos de gasolina.

O Sindicombustíveis afirma ainda que a gasolina, dentro da nova política de preços da Petrobras, tem seu valor reajustado quase que diariamente, influenciado pelo valor do barril de petróleo. Com o etanol anidro, que é adicionado à gasolina, não é diferente. O preço também está subindo por conta da entressafra da cana de açúcar, que vai até março do ano que vem. Os donos de postos de combustíveis dizem que eles são “a face mais visível dessa complexa cadeia” mas não consideram justo que sejam responsabilizados pelos aumentos que lhes foram repassados.

Veja a nota na íntegra: “O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado de Pernambuco - Sindicombustíveis-PE, informa que continua subindo a pressão sobre o custo dos combustíveis, em especial, a gasolina automotiva (gasolina C), cujos componentes — 73% da gasolina A (gasolina pura) e 27% do etanol anidro — continuaram a subir de preço em outubro. A gasolina, dentro da nova política de preços da Petrobras, tem seu valor reajustado quase que diariamente, influenciado pelo valor do barril de petróleo, que chegou ao patamar de US$ 60. Da mesma forma, o etanol anidro, com cotação em bolsa, divulgada semanalmente pela Cepea-Esalq-SP, está subindo de preço, face o período de entressafra da cana de açúcar, que se estende até março de 2018.

GASOLINA

De julho a outubro, a partir do aumento do PIS e da Cofins em R$ 0,30 e dos demais acréscimos acima comentados, o custo da gasolina C aumentou em 22,4 %, sendo que, na sexta-feira,03 de novembro, uma nova elevação de 3,6% foi anunciada pela Petrobras para vigorar a partir de 4 de novembro. O acúmulo total, portanto, chega a mais de 25%, impactando em toda a cadeia de comercialização do produto. Na atual composição do preço da gasolina, os tributos representam quase a sua metade (48%), divididos em tributos estaduais (R$ 1,25) e federais (R$0,69), restando a outra metade para o custo do produto, que compreende a atividade de distribuição, inclui os fretes e envolve os custos da atividade de comercialização no varejo (postos combustíveis), para o ressarcimento de seus custos com mão de obra (frentistas), aluguéis dos imóveis, operação com os cartões, conta de energia, manutenção, etc.

O Sindicombustíveis/PE ressalta que os preços são livres em todas as etapas (produção, distribuição e revenda), cabendo aos agentes determinar seus preços com base em suas estruturas de custo. Entretanto, é importante manter a sociedade informada sobre alterações ocorridas em outros elos do mercado de abastecimento, evitando assim que os postos de combustíveis, face mais visível dessa complexa cadeia, sejam responsabilizados por aumentos que lhes forem repassados”.

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