Imóveis

Mais crédito, mais procura

Nova modalidade de financiamento da Caixa já gera aumento na busca por imóveis. Construtora Campos Gouveia vê medida com bons olhos

Fabíola Blah
Fabíola Blah
Publicado em 01/09/2019 às 7:00
Luisi Marques/JC360
Nova modalidade de financiamento da Caixa já gera aumento na busca por imóveis. Construtora Campos Gouveia vê medida com bons olhos - FOTO: Luisi Marques/JC360
Leitura:

O mercado recebeu com muito bons olhos a novidade anunciada pela Caixa Econômica Federal em relação ao crédito imobiliário: uma nova linha de financiamento, com juros variando entre 2,95% e 4,95% ao ano, mais a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A repercussão também é muito positiva para toda a cadeia econômica. O principal impacto direto é o aumento da confiança dos compradores na hora de adquirir o imóvel dos seus sonhos.

“Já temos reflexo dessa facilidade de crédito nas obras que estão sendo entregues, casos concretos de clientes que iam distratar e a redução dos juros foi a salvação. Com essa queda, a parcela passou a caber no orçamento e a compra do bem foi viabilizada. Um distrato é muito ruim para o cliente, uma frustração muito grande ao se ver obrigado a cancelar o contrato. E para a construtora, todo o processo de devolver o percentual combinado e recolocar o imóvel à venda. Não é bom para ninguém”, pontua Breno Campos Gouveia, diretor da construtora Campos Gouveia.

Confirmando a expectativa do empresário, as parcelas dos financiamentos devem sofrer queda entre 30% e 50% com a nova regra, que já está em vigor. Anteriormente, os contratos habitacionais da Caixa contavam apenas com a correção pela Taxa Referencial (TR), que é zero, mais juros entre 8,5% e 9,75% ao ano. “A chegada dessa nova linha de crédito é muito importante, porque finalmente o cliente tem uma alternativa. Antes, não havia opção para uma pessoa interessada na compra de um imóvel. Agora, ela pode escolher entre TR e IPCA e já temos exemplos de compradores que aderiram à nova modalidade, porque é uma solução para quem não ia conseguir pagar e poderia perder o imóvel”, analisa Helder Boia, da CTI Imobiliária, parceira da Campos Gouveia e responsável por toda a operacionalização dos financiamentos da construtora. A empresa também é representante da Caixa, atuando como correspondente bancário.

Depois da Caixa, o Banco do Brasil já anunciou redução da taxa de juros imobiliários para os contratos de prazo mais curto - os bancos privados também devem seguir a tendência de queda, ajustando a variação de juros aos seus produtos. “Com esse estímulo à concorrência, quem mais ganha é o cliente. A baixa de juros fomenta a economia como um todo e, na ponta, na mão do comprador, o dinheiro passa a valer muito mais”, defende Boia.

Medida dá ao comprador de imóvel a opção de escolher taxa mais conveniente

DEMANDAS
Além do aumento da capacidade de pagamento do cliente, outro benefício deve se dar no campo da construção em si: com mais procura, a oferta por imóveis tende a crescer, aquecendo toda a cadeia de produção do setor. “Tenho convicção de que a medida é muito positiva, no sentido que deve estimular a construção civil; os diversos fornecedores, como cimento, aço e concreto; a geração de empregos; a arrecadação fiscal. O setor bancário também ganha, com mais clientes firmando contratos de longo prazo”, enumera Boia.

Dentro dessa expectativa do aumento da demanda, a Campos Gouveia dá um passo adiante com os três lançamentos previstos para acontecer até o fim do ano. “Apesar da crise, a gente nunca deixou de lançar nenhuma das obras vendidas, pois o compromisso com o cliente e com a entrega no prazo é uma de nossas maiores marcas. A mudança no crédito habitacional nos deixa ainda mais otimistas para um aquecimento do setor nos próximos anos”, avalia Breno.

As novidades são o Porto Cayman Residence, com apartamentos de 2 e 3 quartos, na beira-mar de Tamandaré; o condomínio de casas Jardins do Poço, no Poço da Panela, com imóveis de alto padrão; e o edifício Praça dos Baobás, na Estrada de Belém, também no Recife. A perspectiva é de boas vendas, principalmente com a chegada do fim do ano. “Normalmente, novembro e dezembro são meses de muita procura no nosso setor e na nossa empresa, por isso concentramos esses lançamentos neste período. Nem o fato de dezembro acabar praticamente no dia 20 prejudica as vendas, é um dos melhores meses em termos de fechamento de negócios”, comemora o diretor.

Para 2020, a construtora planeja lançar mais cinco empreendimentos, com perfis diferenciados, e acredita que a nova política da Caixa Econômica Federal cai como uma luva para seus clientes. “Tudo que é novo leva um tempo para amadurecer, não será diferente com essa alternativa de crédito. Mas a procura já tem sido muito grande, acompanhamos os números no sistema da CTI, e temos convicção de que a adesão vai ser boa. Com a redução do comprometimento da renda, é a solução ideal para quem estava correndo risco de perder seu imóvel e agora vai conseguir honrar o compromisso”, finaliza Breno.

Últimas notícias