Consumidor

Nordeste é única região com recuo na intenção de consumo, diz CNC

Estudo da CNC mostra que a intenção de consumo subiu em fevereiro, mas nordestino anda na contramão

Marília Banholzer
Marília Banholzer
Publicado em 17/02/2020 às 19:14
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Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Estudo da CNC mostra que a intenção de consumo subiu em fevereiro, mas nordestino anda na contramão - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Com 99,3 pontos em fevereiro, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou o maior nível desde abril de 2015 (102,9 pontos). Em relação a fevereiro de 2019, houve crescimento de 0,8%, o melhor índice para meses de fevereiro dos últimos cinco anos, quando o ICF registrou 117,8 pontos. Apesar disso, o Nordeste foi a única região que mostrou taxa negativa (-3,5%). Já o Norte foi a região mais positiva (+5,5%).

Os dados foram divulgados ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Além da intensão de consumo, os índices apontaram que as pessoas estão mais confiantes nos seus empregos atuais. Pelo menos 39,1% dos entrevistados se sente seguro no seu atual emprego.

» Pernambuco bate recorde de informalidade em 2019

Mais uma vez o nordestino destoa, sendo o grupo que menos está confiante neste quesito. De acordo com o economista Rafael Ramos, da Fecomércio em Pernambuco, esse movimento contrário do Nordeste é explicado porque a região ainda possui as maiores taxas de desemprego e informalidade em relação às demais.

Informalidade atrapalha consumo

Segundo ele, o nordestino só será mais otimista com relação ao consumo quando o desemprego cair com participação do setor formal. "Além de ser uma região de rendimento mais baixo, o que limita a capacidade de consumo, a renda fica restrita a períodos de incentivo, como a liberação do FGTS e as parcelas do 13º salário", argumenta Ramos.

Por outro lado, segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, "os brasileiros estão mais confiantes com a atividade econômica em 2020, aumentando, assim, sua intenção de consumir tanto no curto quanto no longo prazo". Ainda na esteira de emprego e renda, o acesso ao crédito impulsionou o desempenho positivo, com 32,1% das famílias indicando que comprar a prazo está mais fácil.

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