Copa das Confederações

Fred é o homem-gol da seleção brasileira

Depois de Adriano e Luis Fabiano resolverem nas últimas Copas das Confederações, é a vez do atacante do Fluminense assumir a responsabilidade

Fernando Sposito
Fernando Sposito
Publicado em 14/06/2013 às 21:01
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Os atacantes chamados de homens de referência são aqueles que, em relação aos demais jogadores do time, circulam menos pelo campo. A área adversária é essencialmente o território de atuação destes atletas. Eles norteiam espacialmente as ações do setor ofensivo de suas equipes.

Na seleção brasileira, esses homens de referência resolveram nas edições de 2005 e 2009 da Copa das Confederações, últimas em que a Canarinho terminou com a taça de campeão. Primeiro, com Adriano, o Imperador, que marcou cinco gols e terminou na artilharia do torneio. Depois, foi a vez de Luis Fabiano assinalar a mesma quantidade de tentos e acabar como maior goleador da competição. Agora, a função de puxar a responsabilidade de balançar as redes é de Fred.

Quando embarcou para a Copa das Confederações de 2005, Adriano vivia a melhor fase de sua carreira, formando dupla de ataque com o italiano Christian Vieri, na Inter de Milão. Luis Fabiano também iniciou a disputa em plena forma. Bastante efetivo no Sevilla, da Espanha, time que defendia à época, o Fabuloso era titular absoluto nas escalações do técnico Dunga. 

A partir de hoje, Fred, aos 29 anos, é o homem da vez. Mais agregador do que os artilheiros anteriores, em termos de comportamento, o atacante do Fluminense vem de temporadas extraordinárias. Ele comandou o tricolor carioca nas conquistas dos títulos dos Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012. Absoluto na linha de frente, terminou como craque e artilheiro da campanha que levou à obtenção da última taça nacional do Flu, com 20 gols. Mas não se limitou aos tentos. Liderou a equipe, no sentido mais amplo do termo, tornando-se ídolo inquestionável nas Laranjeiras. 

Na seleção, sob o atual comando de Felipão, Fred tornou-se “intocável” entre os titulares. Nos cinco amistosos em que foi escalado pelo treinador, o centroavante balançou as redes em quatro oportunidades. Ele mostrou não sentir o peso da amarelinha nem temer os rivais. Respaldado pela confiança do técnico e pela extensa boa fase no Fluminense, o jogador é referência na Canarinho. Tanto pelo posicionamento quanto pelo espírito de liderança. 

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