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Relator recua e quer liberar bebida alcoólica só na Copa

O debate sobre a venda de bebidas alcoólicas tem provocado as maiores divergências dentro da Comissão da Câmara e também no governo

Millena Gomes
Millena Gomes
Publicado em 13/12/2011 às 17:22
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O deputado Vicente Cândido (PT-SP) alterou novamente seu relatório sobre o projeto da Lei Geral da Copa e agora propõe a permissão da venda de bebidas alcoólicas apenas durante os eventos organizados pela Fifa, a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. Assim, a proposta de alteração no Estatuto do Torcedor para liberar o comércio de bebidas nos estádios em todos os jogos do futebol brasileiro, inclusive de campeonatos nacionais e regionais, ficou para ser analisada no próximo ano. Ele também promoveu uma mudança restabelecendo a meia-entrada para idosos. Mesmo assim, não houve acordo na Comissão da Câmara e a votação foi adiada.

O debate sobre a venda de bebidas alcoólicas tem provocado as maiores divergências dentro da Comissão e também no governo. Para serenar os ânimos, Vicente Cândido decidiu permitir a comercialização apenas durante os eventos da Fifa, uma vez que essa é uma exigência da entidade. "O Ministério da Saúde pediu mais tempo para analisar e os líderes partidários também, então vamos discutir esse tema das bebidas de forma definitiva na reforma do Estatuto do Torcedor", disse o relator da Lei Geral da Copa.

Em relação aos idosos, Vicente Cândido mudou o seu relatório para atender à negociação feita pela presidente Dilma Rousseff com a Fifa. Ela tinha pedido à entidade para garantir o direito dos maiores de 60 anos de comprar qualquer ingresso para os jogos da Copa pela metade do preço, porque esse benefício faz parte do Estatuto do Idoso, que é uma lei federal.

O deputado petista, então, preservou esse direito, mas retirou os idosos da categoria 4, chamada de "cota social". Nesta categoria, serão oferecidos ingressos a cerca de US$ 25,00 a estudantes, indígenas, beneficiários de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e participantes da campanha do desarmamento do Ministério da Justiça. Pelo texto, não haverá entradas dessa categoria na abertura da Copa do Mundo.

Em outro ponto da Lei Geral da Copa, o relator cumpriu o que tinha anunciado e incluiu no projeto a previsão de férias escolares em todo o Brasil durante a Copa de 2014, o que ajudaria no trânsito das grandes cidades e permitiria que as crianças pudessem acompanhar a competição. Mas ele não colocou nenhuma data para as férias. "Temos que respeitar a autonomia das escolas. Elas vão fazer o calendário respeitando essa premissa", explicou Vicente Cândido.






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