Atrito

Aldo Rebelo rejeita revelar conteúdo de resposta a Valcke

Ministro formalizou à Fifa que o governo brasileiro não mais aceitaria Valcke como interlocutor da Copa, enquanto este buscou minimizar a polêmica ao responsabilizar a tradução da sua declaração. Segundo o secretário-geral, o sentido da expressão era "acelerar o ritmo"

Milton Raulino
Milton Raulino
Publicado em 07/03/2012 às 16:40
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O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não quis antecipar o conteúdo da resposta do governo brasileiro aos pedidos de desculpas feitas pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e pelo seu presidente, Joseph Blatter, através de cartas. Ele garantiu que iria conversar com a presidente Dilma Rousseff e nesta quinta-feira (8) responderá aos dirigentes.

"Não é questão de ser tratado como segredo, é uma questão de educação", afirmou ele, em entrevista no final da manhã desta quarta-feira (7) no canteiro de obras da Arena Pernambuco, estádio que está sendo construído no município metropolitano de São Lourenço da Mata, para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. Ele afirmou que não seria "de bons modos" que os destinatários das cartas soubessem do seu conteúdo pela imprensa.

"Não se pode adiantar o conteúdo de uma carta no plano pessoal, empresarial e corporativo", reforçou, sem adiantar também se a resposta porá um ponto final à polêmica criada com a declaração de Valcke de que as autoridades brasileiras precisavam de "um chute no traseiro", em meio a críticas em relação a atrasos nos preparativos para o Mundial.

Rebelo formalizou à Fifa que o governo brasileiro não mais aceitaria Valcke como interlocutor da Copa, enquanto este buscou minimizar a polêmica ao responsabilizar a tradução da sua declaração. Segundo o secretário-geral, o sentido da expressão era "acelerar o ritmo".

Acompanhado do governador Eduardo Campos (PSB), o ministro fez um sobrevoo de helicóptero sobre a área, visitou a obra e assistiu à cobrança de pênaltis por operários no chão batido do futuro campo de futebol. Avaliou que Pernambuco "está rigorosamente dentro do prazo". Segundo ele, todos os 12 estádios que irão receber jogos do Mundial "estão compatíveis com o calendário", incluindo o Beira-Rio, em Porto Alegre - cujas obras estão paradas. Para o ministro, na maioria dos Estados as obras estão 20% adiantadas em relação aos cronogramas.

O serviço de terraplenagem da Arena da Copa, iniciado em outubro de 2010, foi concluído e 95% das fundações foram realizadas. A estrutura de concreto avançou 33%. Com capacidade para 46 mil torcedores, o estádio emprega atualmente 2.381 funcionários e tem previsão de término em abril de 2013, com tempo hábil para sediar jogos da Copa das Confederações.

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