Copa 2014

Ministro visita Arena Pernambuco, mas não adianta se vai aceitar desculpas da Fifa

No Recife, Aldo Rebelo, ministro do Esporte, disse que vai responder as cartas com pedido de desculpas da Fifa

Marcos Leandro
Marcos Leandro
Publicado em 07/03/2012 às 13:29
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Pela primeira vez, desde que assumiu a pasta no lugar de Orlando Silva, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, veio ao Recife acompanhar o andamento das obras na Arena Pernambuco, estádio que está sendo erguido em São Lourenço da Mata para a Copa do Mundo de 2014. O ministro chegou a capital pernambucana no final da tarde da terça (6/3) e nesta quarta foi ao canteiro ao lado do governador Eduardo Campos e outras autoridades, como o  prefeito em exercício do Recife, Milton Coelho, o prefeito de São Lourenço da Mata, Ettore Labanca e os secretários extraordinários Ricardo Leitão e Amir Schvartz. Pela Odebrecht, empresa responsável pela construção, marcaram presença Marcos Lessa, diretor-presidente do Consórcio Arena Pernambuco, e Bruno Dourado, diretor de contratos da Odebrecht.

A comitiva deu um giro pela obra, passando pelo lance de arquibancadas, rampa de acesso, estacionamento e gramado. Aliás, no local onde ficará o gramado, dois operários foram chamados para fazer um "bate-bola" simbólico. Uma barra oficial foi colocada em um dos lados e dois pênaltis foram batidos por um trabalhador. O governador Eduardo Campos arriscou umas embaixadinhas.

Na entrevista coletiva, o ministro Aldo Rebelo disse que gostou do que viu e que confia que Pernambuco vai realizar um bom papel como sede da Copa do Mundo e que a obra da Arena está dentro do cronograma, inclusive para a Copa das Confederações. A decisão da Fifa quanto ao evento-teste para o Mundial de 2014 sai em junho. Até lá, Recife e Salvador precisam acelerar o ritmo.

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Sobre a polêmica envolvendo as declarações do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que disse que o Brasil precisa levar um chute no traseiro, Aldo Rebelo não quis adiantar se vai aceitar o pedido de desculpas da entidade. Tanto Jérôme Valcke como Joseph Blatter, presidente da Fifa, enviaram cartas ao Ministério se desculpando pelo episódio. "Recebi as duas cartas e vou responder quando voltar para Brasília. Não posso adiantar o conteúdo porque não seria de bons modos falar a resposta publicamente antes que o destinatário saiba da posição do Governo sobre as duas cartas recebidas", disse Aldo Rebelo, que havia solicitado a saída de Jérôme Valcke das negociações com o Brasil. 

O ministro também falou da expectativa sobre a aprovação da Lei Geral da Copa e rechaçou a possibilidade de a Fifa retirar a Copa do Mundo do Brasil. "Isso não vai acontecer. A Copa do Mundo é o evento mais universal, o mais aguardado dos acontecimentos. É o momento sublime do esporte, independentemente dos acordos comercias. E a Copa será realizada sim no Brasil", garantiu o ministro.

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