Rússia

Argentina e França em duelos de gerações neste sábado

Partida pode ser a última de Messi em Mundiais

Thiago Wagner Thiago Wagner
Thiago Wagner
Thiago Wagner
Publicado em 29/06/2018 às 22:07
AFP
Partida pode ser a última de Messi em Mundiais - FOTO: AFP
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Além do choque de campeões, o duelo que abre neste sábado as oitavas de final da Copa do Mundo às 11h, na Arena Kazan, entre Argentina (vencedora em 1978 e 1986) e França (ganhou em 1998) pode ser definido também como confronto de gerações. Os europeus apostam na sua talentosa geração, na qual os alicerces são Antoine Griezmann, 27 anos e atacante do Atlético de Madrid, Paul Pogba, 25 anos e meia do Manchester United e Kylian Mbappé, 19 anos e atacante do Paris Saint-Germain. Com média de idade de 26 anos, a França é a seleção mais jovem do Mundial, ao lado da já eliminada Nigéria.

Por sua vez, a Argentina, com 29,2 anos de média, é a quarta seleção mais velha na Rússia. Puxam a fila os experientes goleiro Willy Caballero, 36 anos e que defende o Chelsea, o volante Javier Mascherano, de 34 anos e que hoje atua no chinês Heibei Fortune, além dos atacantes Gonzalo Higuaín, 30 anos (Juventus) e Lionel Messi, 31, do Barcelona. Outros hermanos de destaque na casa dos trinta são o zagueiro/lateral Gabriel Mercado (32), o zagueiro Nicólas Otamendi (30) e o meia Angel Di Maria (30).

Justamente por já ter rompido a casa dos 30, Lionel Messi sabe que cada jogo no Mundial russo pode ser seus minutos derradeiros em Copas do Mundo. Vale a pena relembrar que o próprio camisa 10 deixou no ar a hipótese de não vestir mais a camisa da albiceleste após a Copa. Na verdade, ele já tinha tomado a decisão após a perder a Copa América Centenário para o Chile, em 2016 - a Argentina já tinha sido derrotada pelos chilenos na Copa América de 2015. Messi voltou atrás e retornou à seleção, sendo o salvador dos hermanos nas Eliminatórias ao marcar os três gols contra o Equador, na última rodada, carimbando o passaporte para o Mundial 2018.

Só que na sua quarta Copa - jogou também em 2006, 2010 e 2014, Messi convive outra vez com o fantasma de não repetir o mesmo futebol do Barcelona. Sua estreia foi regular, mas a perda de um pênalti acabou o deixando como vilão no empate por 1x1 com a Islândia. Na rodada seguinte, um Messi apático viu a Argentina ser derrotada por 3x0 pela Croácia. No último jogo da fase de grupos, Messi fez sua melhor apresentação. Fez um bonito gol e ajudou os hermanos a ganharem da Nigéria por 2x1. O resultado classificou os sul-americanos em segundo lugar do Grupo D.

A qualificação atrás da Croácia na chave, fez os argentinos cruzarem logo de cara com a França nas oitavas de final. Os franceses tiveram uma caminhada mais tranquila. Venceram a Austrália por 2x1, o Peru por 1x0 e empataram com a Dinamarca por 0x0, resultados que garantiram a primeira colocação do Grupo C. Mesmo assim, os Azuis não mostraram um futebol vistoso, proporcional à qualidade do elenco que o técnico Didier Deschamps tem em mãos.

MESSI X GRIEZMANN

Rivais na Espanha, Messi (Barcelona) e Griezmann (Atlético de Madrid) são os dois maiores protagonistas do duelo decisivo deste sábado pelas oitavas de final entre França e Argentina. Uma vantagem para Griezmann é que ele conta com uma equipe mais ajustada, que mostrou um grande futebol nas Eliminatórias e por isso mesmo chegou à Rússia como uma das favoritas ao título. O atacante, que era cobiçado pelo Barcelona, mas resolveu ficar no Atlético de Madrid, começou jogando a Copa de forma centralizada, mas deve jogar mais recuado, caso o centroavante Giroud seja o escolhido por Deschamps em vez do jovem Dembelé. Griezmann fez um gol na Copa, de pênalti, contra a Austrália.

Já Messi não tem tido tanta ajuda assim dos seus companheiros. A exceção foi o belo passe de Banega contra a Nigéria, que virou gol de Messi. O pressionado técnico Jorge Sampaoli deve repetir a mesma escalação do embate contra os africanos, com Mascherano, Banega, Enzo Perez e Di Maria no meio. Higuaín pode perder lugar no time para o jovem Pavón.
França e Argentina se enfrentaram duas vezes na história das Copas do Mundo. Logo na primeira edição, em 1930, no Uruguai, os sul-americanos ganharam por 1x0. Em 1978, os argentinos bateram os europeus de novo, agora por 2x1.

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