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O Catar se prepara para receber a Copa do Mundo em 2022

A próxima Copa do Mundo em 2022, no Catar, promete ser a maior de todas. O evento está marcado para acontecer entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro

JC Online
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Publicado em 16/07/2018 às 8:24
AFP
A próxima Copa do Mundo em 2022, no Catar, promete ser a maior de todas. O evento está marcado para acontecer entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro - FOTO: AFP
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A maior Copa do Mundo de todos os tempos. Não. O texto não se refere ao Mundial da Rússia, que coroou a bicampeã França ontem, em Moscou. O maior evento esportivo do Planeta está marcado para acontecer entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022, no Catar. Esta será a primeira vez que a Copa do Mundo aportará em um país do Oriente Médico e a expectativa é de lucro recorde para a entidade máxima do futebol. O país está empenhado em investir uma fortuna para proporcionar uma experiência única para quem pretende acompanhar o torneio. No total, serão oito estádios em sete cidades-sedes. São elas: Lusail, Doha, Al Khor, Al Wakrah, Al Rayyan, Umm Salal e Ash Shamal.

O Catar aproveitará apenas um estádios para reformulá-lo (o Khalifa, com capacidade para 40 mil pessoas), os outros sete estão sendo construídos do zero. Apenas o Khalifa será utilizado após a Copa. As demais instalações serão desmontadas e enviadas para outros países. Esta foi a melhor forma que o Catar, sem tradição no futebol, encontrou de contribuir para o desenvolvimento esportivo de outras regiões. A ação também evitará que os estádios fiquei inutilizados depois do Mundial.

É importante ressaltar que não haverá parceria privada e o investimento da Copa será financiado pelo governo e pela universidade por meio do Qatar Olympic Committee. As partidas de abertura e final serão realizadas em Lusail, local que deixou de ser um deserto para se transformar em cidade, ainda está em construção. A expectativa é que local, situado a 24km de Dubai, consiga acomodar 240 mil habitantes. O estádio de Lusail terá capacidade para 86 mil pessoas – com custo de U$ 767 milhões ou R$ 3 milhões. Será também a maior arena da península árabe e a mais luxuosa.

MARCOS HISTÓRICOS

O Mundial de 2022 também terá alguns marcos históricos. Será a primeira a ser realizada no final do ano e talvez a última com 32 seleções – o presidente da Fifa, Gianni Infantino, no entanto, já revelou o desejo de mudar o formato da competição na próxima edição. A época do ano foi alterada justamente porque o calor no Catar pode chegar a 50º graus no meio do ano, o que fatalmente tornaria o evento menos atrativo para os turistas. O clima também não favorece à saúde dos jogadores. Por conta desse desconforto, o sheik Tamin bin Khalifa Al-Thani garantiu que oito estádios terão ar-condicionados.

A proposta do país árabe é estabelecer conexões mais firmes entre o oriente e ocidente, apresentando ao mundo o potencial do Catar. Poder e investimento para isso não vão faltar. O governo garante que todas as obras estarão prontas em 2020. Para isso, a Copa do Mundo faz parte do projeto Qatar National Vision 2030, que foi lançado em 2008 e pretende implantar uma sociedade com amplo desenvolvimento nos setores social, econômico e ambiental. A mobilidade também promete ser inovadora. Isso porque a maior distância entre dois estádios será de apenas 55km, o que é muito próximo levando em consideração os eventos da Rússia e do Brasil. Quem quiser poderá assistir a três partidas no mesmo dia.

A Fifa também tem muito interesse em ter seu maior evento sediado por um país dos Emirados Árabes. A entidade está colocando em prática a proposta de expandir a Copa do Mundo e retirá-la dos centros tradicionais do esporte. Os lucros também estão previstos para bater recordes: a expectativa é de U$ 6,6 bilhões, o que significa U$ 1 bilhão a mais do que a edição brasileira do Mundial, em 2014. A grande polêmica envolvendo o Catar aconteceu no período das eleições. O país foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro para ter o dinheiro de receber a Copa. A Fifa realizou uma investigação interna e alegou que o país não cometeu nenhum crime durante o processo de escolha da sede.

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