Santos

Investimento alto na base leva o Santos ao sucesso

Clube gasta quase R$ 1,2 milhão por mês com suas categorias de base e tira bom proveito delas

Miguel Rios
Miguel Rios
Publicado em 22/06/2011 às 20:54
Foto: VALERIE GACHE / AFP
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Gabrielzinho, definido como "fenomenal" pelo presidente santista Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, e Vitor Andrade, ambos do sub-15, começam a ser comentados nas rodas de torcedores santistas. Os dois são apenas duas das inúmeras apostas do clube para manter a tradição de produzir fornadas de talentos para substituir os que alçam voos mais altos. É a quarta geração dos Meninos da Vila que está a caminho - nesta quarta-feira, a terceira geração decidiria o título da Copa Libertadores da América contra o Peñarol, no Pacaembu.

Hoje, o Santos tem despesa mensal de aproximadamente R$ 1 milhão para manter as comissões técnicas das cinco categorias da base - sub-11, 13, 15, 17 e 20 -, reunindo 300 jogadores. "O Centro de Treinamento Meninos da Vila está pequeno para as nossas necessidades", admitiu o presidente.

O clube realiza peneiras em todo o Brasil, graças a convênios com prefeituras, mas pretende construir um centro apenas para abrigar seu futebol de base para alojar e treinar os garotos selecionados. "Vale a pena porque o Santos sempre brilhou quando deu chance a atletas formados no clube e identificados com a torcida", afirmou o dirigente.

Segundo Ribeiro, o sistema descentralizado de captação de novos talentos minimizou em 70% a interferência predatória dos empresários. "Além disso, formou-se um círculo virtuoso: os garotos procuram o Santos sabendo que terão mais chance de ser lançados", disse.

Outra dificuldade é evitar a interferência dos pais na formação dos candidatos a craque. Foi o que aconteceu com Jean Carlos Chera, meia talentoso que vinha sendo preparado pelo Santos desde os 9 anos, mas que aos 16, quando deveria assinar o primeiro contrato profissional, está de saída. "Chera não fica porque não é mais um jogador diferenciado", despistou Ribeiro.

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